Jesus perdoa a pecadora

A Arte do Perdão

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Pai nosso que estais no céu. Santificado seja o Vosso nome. Venha a nós o Vosso reino. Seja feita a Vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal
(Mateus 6, 9-13)
Amados irmãos, a paz!
Não há maneira melhor de se começar a falar sobre algo tão importante na nossa vida (tanto humanamente falando, quanto espiritualmente) se não com a oração que o próprio Jesus nos ensinou.
Perdoar é uma arte. Segundo nosso amigo (dicionário) Aurélio, a arteé “a capacidade que tem o ser humano de pôr em prática uma ideia”. Logo, neste caso, a capacidade de praticarmos o perdão! E Jesus, ao nos ensinar o “Pai Nosso” já nos mostra que temos esta capacidade. Mas Ele vai muito mais além, nos mostra que nós obtemos o perdão à medida que perdoamos as pessoas que nos ofendem.
Por vezes, perdoar é difícil e exige tempo. Quando uma pessoa nos machuca, acaba gerando em nós um ressentimento. Quando nos lembramos de alguma situação que nos machucou/magoou vivemos novamente o sentimento daquele momento (daí o ressentimento, a mágoa), e isso é muito perigoso.
Em Efésios 4, 26-27, São Paulo nos faz uma exortação muito séria: “Não pequeis. Que o sol não se ponha sobre o vosso ressentimento. Não vos exponhais ao diabo”. Irmãos, prestemos atenção ao que São Paulo nos diz! Não é aconselhável que terminemos nosso dia guardando em nossos corações as mágoas, ressentimentos e etc. Estas situações são brechas (e grandes) para que o diabo “entre em ação”, nos afaste de Deus e torne mais difícil o perdão.
Em 1º Pedro 5, 8-9a, São Pedro faz coro a São Paulo nos mostrando como o diabo tenta aproveitar de todas as nossas brechas para nos fazer cair, como podemos ver: “Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé”.
O perdão é vital. Muitas vezes, quando rezamos o terço, entre um mistério e outro, rezamos a seguinte jaculatória, proposta por Nossa Senhora de Fátima em uma de suas aparições: “Ó, meu bom e amado Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei, principalmente, as que mais precisarem da Vossa misericórdia”. Amados, prestemos atenção!! O perdão carrega em si tamanha graça que é capaz de nos livrar do inferno!! Imaginem quanta graça é produzida nas pessoas que perdoam e se deixam ser perdoadas. É uma atitude que nos foi ensinada, primeiramente, por Jesus e reforçada por Maria!
Quantas pessoas Jesus curou, quantos milagres realizou, porém, sempre dizia: “Vai. Teus pecados lhes foram perdoados” (c.f. Lucas 7, 47). O perdão cura!
Não é fácil reconhecermos nossos erros, ou entender que nosso irmão errou. Mas precisamos exercitar em nós o perdão. Sempre. A cada dia. A cada oportunidade. Perdão é graça divina para nóse, tão essencial, que é um sacramento (confissão/reconciliação).
Peçamos a Deus que nos de a graça de ter a visão espiritual quando ocorrer uma situação adversa, que exija de nós receber (ou dar) o perdão. Que nós possamos ver além da situação. Entender que somos pecadores e nosso irmão também. Que erramos, e ele também. E que é preciso ter humildade para que a graça possa acontecer.
Que nunca nos esqueçamos de que, neste mundo, “nosso combate não é contra o sangue nem carne, mas contra os Principados, contra as autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra Espíritos do Mal, que povoam as regiões celestiais” (Efésios 6, 12).
A ausência do perdão é motivo de desgraça (ausência de graça) para nós e nos conduz ao caminho inverso ao do céu. Se perdoamos o nosso próximo, Deus perdoará os nossos pecados (vide o “Pai Nosso”), se não…
Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois – espírito, alma, corpo – seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!
(1Ts 5, 23)
Que Deus os abençoe e que, a exemplo de Cristo na cruz (“Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem” – Lucas 23, 34a), possamos perdoar sem restrições.
Rafael Fernandes Martins
Com. Mariana Resgate

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