A Cruz do Amor

A Cruz do Amor

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“Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que Nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”
(João 3, 16)
Amor, sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem; sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro (Dicionário Aurélio).
Não precisamos ir longe para termos uma ideia do significado de amor. Segundo o próprio dicionário Aurélio, pode-se resumir amor como algo que nos impulsiona, por meio de uma dedicação absoluta, a desejar – e digo mais, a procurar fazer – o bem para o outro.
São João vem nos dizer que Deus amou – e ama – cada um de nós, individualmente, de uma maneira tão grande, a ponto de permitir que seu Filho único viesse a morrer em uma cruz por nós, para que todos tenhamos vida eterna! Cada segundo da vida de Deus Filho na terra foi dedicado a nós.
Antes mesmo de nos mandar amar, Deus nos amou primeiro! (1Jo 4, 10).
Às vezes algo assim pode soar como uma loucura, não é mesmo?
Em sua carta aos Coríntios, São Paulo vem nos dizer que: “o que é dito loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25).
Ao ver uma cruz, devemos ter em nossos corações a maior prova de amor já dada neste mundo. Tê-la diante de nossos olhos e não ver o que ela significa de amor é não ver sentido nela. É o sinal que acompanha a vida do cristão! Ao olhá-la – nos relata a Bíblia -, o oficial romano que estava a frente dela disse: “De fato esse homem era mesmo Filho de Deus” (Mc 15, 39), reconhecendo a divindade de Jesus e a maior prova de amor que estava diante de seus olhos.
Frente a tamanho presente, devemos seguir os passos de Jesus, tendo a cruz como ponte para nossa salvação; como resposta a tudo que Ele suportou por nós.

Quando nos dispomos a assumir a nossa cruz, fazemos como o Cristo, e nos colocamos no lugar onde se dá a doação suprema de si. Somente quando nos entregamos totalmente, por amor, é que damos abertura para que Deus se entregue totalmente a nós. Já dizia Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein): “Quanto mais profundamente alguém é atraído para Deus, tanto mais intensamente deve ‘sair de si’ para irradiar ao mundo vida divina”. Sair de si, se doar, se entregar!
Quanto mais damos abertura, quanto mais nos doamos, mais esse amor, consumado na cruz, nos atrai para perto do Nosso Amado.
Vamos refletir um pouco agora? Olhar para dentro de nós mesmos e pensar sobre tudo isso que nos foi proposto!
O que a cruz significava para mim? Tenho reconhecido que a maior prova de amor por mim já foi dada, ou tenho mendigado amor em coisas/pessoas as quais nunca poderão saciar essa sede do meu coração? Tenho me entregado, assumido minha cruz, para assim viver o amor que ela representa?
Que nessa quaresma saibamos parar, nos recolher em oração e viver cada momento que Cristo viveu. Deus não quer a morte do pecador, mas sim sua conversão e salvação. Assim, que na Santa Páscoa saibamos celebrar a ressurreição Daquele que se deu por amor a nós, conquistando a vida eterna.
“A ciência da cruz não se pode adquirir sem que ela nos pese realmente sobre os ombros, mas quem coloca a cruz como passagem para a vida, entende que o peso se torna suave e leve”
Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Forte abraço!
Fiquem com Deus e Maria!
Rafael Fernandes Martins
Membro do Grupo de Oração Missão Resgate
e do Ministério Mariano Resgate
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