breno e silvia

A vivência de um namoro Santo

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E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão, e disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher (Gênesis 2:22-23).
Diante desta verdade Deus declara que tanto o homem quanto a mulher são dependentes um do outro, um precisa do outro para viver, para sobreviver. E essa busca dependente já começa cedo, ainda na adolescência quando o garoto ou a garota já começa a ter sensações diferentes referentes a sua afetividade e sexualidade.
É uma busca constante de viver o que os outros vivem e de experimentar o que aquelas sensações podem proporcionar. Muitos buscam experimentar por orientação de outros, muitos buscam por curiosidade. Mais é um grande desejo que a própria alma tem de procurar quem é seu “pedaço”, de quem Deus tirou aquela “costela” no caso da mulher ou para quem Deus deu aquela “costela”, no caso do homem. É isso que a alma procura, é isso que essas sensações que na adolescência ainda não estão definidas, manifestam.
E é aí que tantos erram. É esse o porque de tantos relacionamentos conturbados, que se iniciam e depois causam tanto sofrimento. É esse desejo frenético que temos de buscar sempre e não esperar o tempo de Deus.
Isso também aconteceu comigo, com você e com muitos e muitos jovens. Não esperamos este reencontro que Deus já tinha preparado e atropelamos tudo. No meu caso foram anos de busca e consequentemente anos de sofrimento. Uma busca desenfreada pelo par perfeito, pelo par mais bonito, pelo par melhor, porém ainda não sendo a vontade de Deus e o tempo de Deus para esse reencontro.
Até que em 2008, em um REPIC (Reflexão para Iniciação Cristã), Deus promove o meu reencontro tão esperado e sonhado, conheço aí Silvia Enes, a mulher que Deus deu a “costela” retirada de mim, e o melhor de tudo, é que Deus promove este encontro dentro do seio virginal de Maria.
Começamos um processo de conhecimento e discernimento com muita conversa, partilha e oração. Antes mesmo de saber como seria os carinhos, os beijos, precisávamos conhecer melhor quem era aquela pessoa formada pelos anos.
E fomos nos conhecendo no tempo de Deus. A medida que nos conhecíamos tínhamos a certeza que éramos um para o outro o elo que Deus havia definido. Nos unimos em namoro em 17 de Novembro daquele ano, naquela manhã aos pés de Jesus Eucarístico lá na Canção Nova durante um momento de Adoração e passeio com o Santíssimo, fizemos uma Consagração e antes mesmo de nos unirmos fisicamente pedimos a Ele que ele nos guiasse todos os dias de nossas vidas. Os beijos vieram somente à noite, assim mesmo com muita dificuldade. Percebemos que era algo diferente e verdadeiro.
Fizemos escolhas e a maior delas era a de viver a castidade. E percebemos que para viver a castidade era preciso viver também a radicalidade, radicalidade em nossas escolhas, pois somente assim conseguiríamos viver estes propósitos, somente assim seríamos castos como tínhamos prometido ao Senhor.
Estamos juntos durante todo este tempo, e sabemos que não é fácil, temos que evitar muita coisa, muito contato físico e aprendemos todos os dias como viver dessa forma, pois o Senhor é muito justo e nos permite viver suas etapas na hora certa. Vivemos a espera do tempo de Deus, aguardando o dia de amanhã e assim vivendo um namoro Santo todos os dias de nossas vidas. 
“Amor, mesmo a distância, te desejo neste dia um Feliz dia dos Namorados. Te Amo muito.”
Breno Marques
Com. Mariana Resgate
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