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A Vocação do Matrimônio com Sílvia e Breno

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  1. Sílvia e Breno, conte para nós há quanto tempo estão casados e como iniciou a história de vocês.

Sílvia: Olá prezados irmãos que se unem a nós pelo site da Comunidade Mariana Resgate. Eu e Breno nos conhecemos em um retiro em setembro 2008. Ali eu estava fazendo minha primeira experiência com Deus e não tinha olhos para outro homem. Mas depois do retiro começamos a conviver, servir juntos e nos aproximar. Foi quando, por meio de uma amiga, começou o interesse entre nós dois. Conversamos e rezamos por 2 meses e meio, na busca de colher de Deus Sua Vontade a respeito desse relacionamento. Com as bênçãos divinas iniciamos o namoro em dezembro de 2008. Foram 4 anos e 6 meses de namoro vividos na castidade e na luta por ser canal de santidade e de Cristo na vida um do outro. Ficamos noivos em abril de 2013 e nos casamos em setembro do mesmo ano. Assim vamos completar esse ano, 2 anos de casados.

  1. Como a pessoa sabe que possui a vocação ao matrimônio?

Que pergunta difícil! Conversando sobre isso e sabendo que a vocação é um chamado de Deus, percebemos que para cada pessoa o Senhor faz esse convite de forma diferente. Mas a resposta para qual vocação somos chamados está na nossa história, nas pistas que Deus vai deixando… Para ser vocacionado ao matrimônio, não basta amar alguém e ser correspondido, não basta querer alguém do lado ou se completar por meio da vida do outro, não basta querer uma família ou ter o sonho de ser pai/mãe. Isso podemos encontrar no celibato ou na vida religiosa, cada qual em seu estado (filhos espirituais, família eclesial, vida fraterna, etc). A vocação ao matrimônio nos convida a repetir o ato de Cristo, que desposa a Igreja na cruz. Assim, quem busca o casamento precisa ser capaz de doar-se de forma semelhante à de Cristo pelos cristãos: doar sem esperar nada em troca, dar seu tempo, sua vida, suas dores, suas alegrias, pra que a pessoa que está ao seu lado seja capaz de alcançar o céu. É alimentar o desejo de fazer a outra pessoa feliz antes de sua própria felicidade, é ser trampolim para que o outro alcance a santidade e juntos cumpram o desígnio de Deus para as famílias: ser co-criadores de santos na terra. É ter um amor capaz de nos levar ao sacrifício livre e consciente pelo outro que nos foi confiado para conduzirmos ao céu!

  1. A Sagrada Família tem sido um modelo para vocês?

Não temos outro modelo melhor. Maria que soube acolher a vontade de Deus, abraçando a vocação escolhida pelo Pai e honrando-a até o fim. Mesmo em meio as dificuldades, que não foram poucas (ida para Belém no final da gravidez, falta de um lugar para Jesus nascer, fuga para o Egito para não matarem o Cristo…), ela não desistiu, não pensou na sua felicidade ou na sua vontade, mas no que Deus queria dela. Maria que soube acolher José, um homem justo e soube conduzi-lo em caminhos de santidade e castidade. José, um homem segundo o coração de Deus, dócil, obediente à voz do Senhor, amante do seu Filho, que soube respeitar Maria em suas escolhas, em seu jeito e lutar para que ela tivesse condições para cumprir o pedido do Pai. E o que mais nos motiva, é saber que eles foram felizes, pois ao elegê-los para o matrimônio e para serem pais, Deus fez da vida de José a força, a proteção, o amor e o respeito necessários para que Maria trilhasse sua missão e fez da vida de Maria o sinal divino, a doação, a companhia, o impulso que José necessitava para dizer também o seu sim ao plano de Deus. E no matrimônio cristão não é diferente: como Maria e José somos chamados à responder ao chamado de Deus ao matrimônio e honrá-lo até o fim!

  1. Quais as lutas que um casal enfrenta em nossa sociedade hoje para construir uma família de acordo com a vontade de Deus?

Sílvia: Acho que é o respeito pelas nossas escolhas, o ser testemunho onde estivermos e sair do “padrão” que o mundo espera das famílias. Hoje quando dizemos que vivemos a castidade, que não almejamos dinheiro e bens, que não utilizamos métodos anticoncepcionais e que estamos abertos aos filhos que o Senhor mandar somos taxados de loucos, antiquados e fanáticos. Viver os planos de Deus na família cristã exige esforço, sacrifício e dedicação. E na realidade de hoje, na qual se cultua o individualismo, a busca desenfreada pela felicidade e o egoísmo; poucos aceitam o desafio de se doar e dedicar à família seu tempo, sua presença, seu amor. O maior desafio é amar a realidade cotidiana da vida de casados, aprender a descobrir a beleza nova de cada tempo que se passa com marido e filhos. Aceitar que nessa realidade de família é onde o amor de Deus pelos esposos se manifesta de forma mais pela e completa.

Breno: Como a Silvia bem disse o respeito pelas nossas escolhas e as escolhas do outro, são em si uma luta constante, pois nascemos de famílias diferentes, temos criações diferentes e até mesmo culturas diferentes e no entanto estamos tentando viver essa Unidade no Amor Conjugal, o qual não pode nunca ser um “cabo de guerra” onde queremos ganhar e impor nossas vontades, desejos e pensamentos. O mundo está tentando “padronizar” uma cultura de Secularização e Liberdade, que denigre os valores morais, éticos e humanos e nós temos que fugir disso em todos os momentos, onde quer que estejamos, e com quem quer que seja. Isso tem que ser defendido e valorizado, pois a exemplo de São José, não medir esforços para o nascimento do Cristo em todos os corações enlutados pelo Pecado.

  1. Deixe uma mensagem para as pessoas que hoje vivem essa vocação linda do matrimônio.

Queremos encerrar com as palavras do nosso amado Papa Francisco:

“Queridos jovens, não tenhais medo do matrimônio: Cristo acompanha com a sua graça os esposos que permanecem unidos a Ele.” (twitter – 28/07/15)

Não tenham medo de dedicar sua vida, seu tempo, seu amor à sua família. Não tenham medo de nadar contra a corrente! Construam neste mundo família santas, que sejam amigas de Deus, que amem a Virgem Maria, que testemunhem com alegria este sacramento. O Senhor não poderia ter escolhido para nós melhor vocação. Coragem!

Breno: Deus quando soprou em nossas narinas o sopro da vida, ele já sabia de que forma cada ser humano viveria essa experiência da “vida”, e nós que somos desde a nossa Criação Vocacionados ao Matrimônio estamos incluídos nos planos de D’ele para dar seguimento na vida e dar vazão ao número de Adoradores aqui na Terra, portanto cabe a nós cumprir e zelar por esse Chamado.

Abraço fraternos a todos!

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