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Anjos: Quem são eles na doutrina da Igreja?

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“Deus confiou a seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos”.(Salmo 90,11)
Várias vezes ouvimos falar sobre os anjos, já escutamos que cada pessoa tem um, já encontramos algumas vezes a bíblia mencionando sobre eles, já assistimos alguns filmes que representaram a sua presença, já encontramos livros o citando de uma forma fantasiosa, mas afinal o que a Igreja nos diz sobre os Anjos?
Os anjos, são espíritos celestiais criados por Deus, que os dotou de excelentes dons naturais, pelos quais tornaram-se muito superiores aos homens em perfeição. Além disso, Deus concedeu-lhes a graça santificante, que os faz resplandecer em sobrenatural beleza e dignidade. 
Enquanto criaturas puramente espirituais são dotados de inteligência e vontade: são criaturas pessoais e imortais. Excedem em perfeição todas as criaturas visíveis. O esplendor da sua glória assim o atesta.”(CIC 330)
A palavra anjo vem do latim “angelus”, quer dizer “mensageiro”. É preciso saber que esta palavra indica ofício, não a natureza. “Desejas saber o nome da natureza? Espírito. Desejas saber o do ofício? Anjo. Pelo que é, é espírito: pelo que faz, é anjo”(CIC 329). Pois estes santos espíritos da pátria celeste são sempre espíritos, mas nem sempre podem ser chamados de anjos, porque somente são anjos quando por eles é feito algum anuncio. Aqueles que anunciam fatos menores são ditos anjos, os que levam as maiores noticias, arcanjos.
O ensinamento sobre os anjos encontra-se fundamentado na autoridade das Sagradas Escrituras. Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, numerosas passagens nos mostram os anjos em ação, na tarefa de proteger, guiar os homens e servindo de mensageiros de Deus.
O Catecismo da Igreja, no parágrafo 328 nos diz assim: “A existência dos seres espirituais, não corporais, a que a Sagrada Escritura habitualmente chama anjos, é uma verdade de fé. O testemunho da Escritura é tão claro como a unanimidade da Tradição.”
Eles estão presentes na historia da humanidade desde a criação do mundo; são eles que fecham o paraíso terrestre (Gn 3,4), são eles que conduzem o povo de Deus (Ex 23,20-23). Nos Evangelhos, eles também são citados diversas vezes, como na infância de Jesus, nas tentações do deserto, na consolação do Getsêmani. Também são testemunhas da Ressurreição do Senhor, assistem a Igreja que nasce e os Apóstolos. Enfim, eles prepararão o Juízo Final e separarão os bons dos maus. Segundo o critério tradicional, são nove os coros ou ordens angélicas: Serafins, Querubins, Tronos, Dominações, Potestades, Virtudes, Principados, Arcanjos (que em Apocalipse cita 7 mas conhecemos somente 3, Rafael, Miguel e Gabriel) e os Anjos. Falaremos um pouco mais sobre os Anjos, em uma outra oportunidade falaremos sobre as outras hierarquias.
Anjos da Guarda
Desde a infância até à morte, a vida humana é cercada pela sua proteção e pela sua intercessão. “Cada pessoa tem a seu lado um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo na vida” (São Basílio).
Nosso Anjo da guarda é um instrumento da solicitude paterna de Deus a nosso respeito e intermediário de Sua benevolência. Muitas das graças a nós destinadas passam por eles. O anjo faz por nós mais do que pensamos, pois como ele, sua ação também é invisível. Só no céu conseguiremos saber tudo aquilo que lhe devemos, todos os males da alma e do corpo de que nos preserva, todos os bens que busca para todos nós, todas as graças que nos asseguram, todos os serviços que nos presta.
São Francisco de Sales certa vez disse: “Deveis ter muita devoção por vosso anjo da guarda… Oh! Como são numerosas e preciosas às vantagens que podemos obter dessa devoção!”Atuando em nome de Deus, os anjos nos guardam e zelam pela realização dos desígnios de Deus a nosso respeito. 
 
Devemos ao Santo Anjo um afeto todo especial e temos por obrigação amá-lo, honrá-lo e invocá-lo, pois é um grande amigo que temos e que vê incessantemente a face de Deus que está no Céu. Durante cada minuto de nossa existência, trava-se uma batalha tremenda entre o Anjo da Guarda e o demônio, cada qual usando de todos os meios possíveis, um para nos salvar, outro para nos perder. Uma batalha invisível aos nossos olhos, porém, real e verdadeiramente terrível. 
 
Santos Anjos da Guarda, rogai por nós!
 
Andrea Esteves
Com. Mariana Resgate

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