pedro e paulo

As colunas da Fé – Pedro e Paulo

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A Solenidade de São Pedro e São Paulo é uma grande oportunidade de relembrarmos essas duas grandes colunas da fé, dois homens de Deus.

Jesus conquistou Pedro pelo olhar cheio de carinho (Jo 1, 42) e o chamou para seguí-Lo. Aquele olhar do Mestre devia ser arrebatador, convincente e encerrava a radicalidade da entrega a Deus de maneira bem atraente. Pedro era um simples pescador, sem grandes estudos, mas um homem inteligente e idealista, com temperamento espontâneo, difícil. Foi o primeiro apóstolo a professar que Jesus era o Cristo, o Filho do Deus vivo (Mt. 16,16). De simples pescador, Pedro converteu-se num pescador de homens.
Jesus quis instituir a Sua Igreja tendo Pedro à frente dela: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno nunca prevalecerão sobre ela” (Mt 16,18). Daí que o ministério petrino foi perpetuado: Pedro, Lino, Cleto, Clemente, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Pio, Aniceto, Sotero, Eleutério, Vitor, …. Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI: 266 papas, 265 sucessores de São Pedro. Uma realidade maravilhosa! Professemos entusiasmados a nossa fé nesta Igreja, que é “una, santa, católica e apostólica, edificada por Jesus Cristo, sociedade visível instituída com órgãos hierárquicos e comunidade espiritual; fundada sobre os apóstolos, transmitindo de geração em geração a Sua Palavra sempre viva, perpetuamente assistida pelo Espírito Santo” (Paulo VI).
As palavras de São Jerônimo são ensinamentos para nós: “Não sigo nenhum primado a não ser o de Cristo; por isso ponho-me em comunhão com a Sua Santidade, ou seja, com a cátedra de Pedro. Sei que sobre esta pedra está edificada a Igreja.
E o que dizer de Paulo. Ele foi um homem que, na pregação do Evangelho, colocou todas as suas potencialidades a serviço de Deus. Um homem totalmente entregue às coisas do Senhor. De perseguidor de cristãos, tornou-se um dos cristãos mais fervorosos, homem inflamado de zelo apostólico. Paulo não conviveu com Jesus e era um intelectual, profundo conhecedor das Escrituras. Defendendo ardorosamente a religião judaica, perseguia furiosamente os cristãos, presenciando a morte do primeiro mártir cristão, Estevão (At 7,58). Seu encontro com o Ressuscitado deu-se na estrada para Damasco, marcando o seu processo de conversão (At 9,1-30). Instrumento escolhido pelo próprio Cristo para levar seu nome perante os povos, Paulo tornou-se o maior missionário de todos os tempos e um evangelizador apaixonado, que não descansou enquanto não anunciou Cristo a todos. Seu entusiasmo e ardor missionário eram tão fortes que chegou a dizer: “Não sou eu que vivo, mas Cristo [é que vive em mim].” (Gl 2,20). A Paulo devemos, além da expansão do Evangelho, a exposição de doutrinas encontradas em diversas cartas do Novo Testamento, conhecidas como “Cartas Paulinas”.
Fica, então, um convite para nós, amados irmãos: É preciso que também nós sejamos apóstolos enamorados, apaixonados por Deus, como Pedro e Paulo, e que façamos o nosso apostolado sempre em unidade com o Papa, sucessor de Pedro, e com todos os bispos em comunhão com ele.
Abraços fraternos
Luciene de Oliveira Ribeiro
Com. Mariana Resgate

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