nossa-senhora

Ave Cheia de Graças

0 72

Chegando a casa de Isabel, Maria a saúda. A criança no ventre de Isabel estremece e a parenta de Nossa Senhora, então declara as graças recebidas por esta visita da qual nem se acha digna. “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor? (cf. Lc 1, 43).
A resposta que Maria dá a sua prima, por toda a força e ação com que Deus havia atuado através dela é no mínimo um resumo do seu ministério e das Graças que o próprio Senhor revelou através do anjo Gabriel.
O canto do Magnificat lembra das bênçãos que o Senhor deposita nela, na pessoa de Maria por excelência, mas também são promessas feitas, registradas em textos do Antigo Testamento, para o povo de Deus, para toda a humanidade, por isso é ela quem detém essas graças e as distribui. 
Analizaremos cada versículo, como em tópicos: Lc 1, nos versículos 46 e 47 : Minha alma glorifica ao Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador  –  remete à  Hab 3, 18   “estarei feliz no Senhor, cantando a Deus, meu salvador”. (Aqui encontramos um louvor de profeta, pela Graça de poder levar a profecia).
no versículo 48 : porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações  –  remete à I Sm 1 ,11 “E fez um voto, dizendo: Senhor dos exércitos, se vos dignardes olhar para a aflição de vossa serva, e vos lembrardes de mim; se não vos esquecerdes de vossa escrava e lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor durante todos os dias de sua vida, e a navalha não passará pela sua cabeça”. (oração de Lia humilhada por não ter filhos, também em Gn 30, 13. Para o povo Judeu, o fato de não ter filhos era um castigo divino por pecados cometidos, infecundidade era maldição. Lia reza pedindo o milagre da fertilidade. Por isso aí, o Magnificat aponta a Graça de, na maternidade de Maria, tornar fecundo todo o povo de Deus. Ela relembra todas as estéreis da Bíblia e assim acaba com o pranto de todas as mulheres. Seu Filho Jesus é o consagrado, o nazireu por excelência).
no versículo 49:  porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo – aponta para Dt 10, 21 “Ele é a tua glória e o teu Deus, que fez por ti estas grandes e terríveis coisas que viste com os teus olhos” (A Graça do feito maior, maravilhoso, grande e terrível, que Deus operou para a humanidade, e é por Maria que acontece – Enquanto isso, ela aceita ser grande sem que os Homens saibam).
no versículo 50:  Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem – remete ao Sl 103, 13-17 “Como um pai se compadece dos filhos, o Senhor se compadece dos que o temem” (nos lembra a Graça do Senhor que cuida de seu povo, em todas as gerações, agora o fará também através da intercessão de Maria).
no versículo 51:  Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos – canta com o Sl 89, 11 “com poderoso braço dispersastes vossos inimigos” (é a recordação da libertação do Egito esmagado pelo Senhor, para nos lembrar de que a Graça da verdadeira justiça vem de Deus e não daquilo que decretam os poderosos deste mundo).
no versículo 52:  Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes – Maria reza comEz 21, 31 “eis o que diz o Senhor Javé: Deixa essa tiara; larga essa coroa; tudo vai mudar. Vai-se exaltar o que é baixo, e abaixar o que é elevado”. (Imagem da coroa dos humildes – Sofonias 2 “tradução Bíblia Jerusalém – vide rodapé”os chama de Anawins – os pobres de Deus, tanto sentido financeiro quanto na alma, despojados pela causa do Senhor – mais tarde o Sermão da Montanha também proclamá-los-ão: bem aventurados / Graça de pureza de animo).
no versículo 53:  Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos – remete ao Sl 106, 9 “porque dessedentou a garganta sequiosa, e cumulou de bens a quem tinha fome” (A Graça de contar com a Providência Divina, também nos ensina a olhar a necessidade do outro).
no versículo 54:  Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia – ela ora com Is 41, 8 “Tú, porém. Israel, és o meu servo, foste tu, Jacó, a quem eu escolhi, descendência de Abraão, meu amigo!” (A Graça que temos por Deus não esquecer de suas promessas, ainda que nós, seu povo, sejamos infiéis. O Senhor se lembra sempre da aliança feita conosco. Maria mesmo na sua fidelidade é dependente do Altíssimo e assim, instrumento de entrada para misericórdia nesse mundo ).
no versículo 55:  Conforme prometera aos nossos pais , em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre – Maria reza com Mq 7, 20 “Darás fidelidade a Jacó, misericórdia a Abraão, conforme juraste a nossos pais deste os tempos passados” (A Graça de participar da promessa feita a Abraão, Graça de sermos escolhidos de Deus, numa eleição que nos faz da estirpe do Rei Jesus – Maria é humanamente da linhagem de Davi e acima disso espiritualmente gerada na família de Deus, como nós também podemos ser, afinal a descendência do Céu se faz da aceitação da salvação e está além da carne e do sangue ‘Deus é poderoso para suscitar destas pedras filhos a Abraão’ cf. Mt 3, 9).
Quando recitamos o Magnificat, relembramos a Palavra do Senhor, as promessas e as Graças que Ele quer derramar sobre nós através de Nossa Senhora. Maria continua distribuindo estas Graças, exercendo seu ministério. O que ela foi nesta terra, também o é Junto da Santíssima Trindade, a sua missão de intercessora, medianeira e de gerar Jesus continua em nossos corações.
Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

Artigos Similares

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Seu comentário será publicado após aprovação! *Campos obrigatórios. *