Bispos dos EUA condenam decreto de Trump sobre refugiados

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Trump suspendeu entrada de refugiados e cidadãos de sete países de maioria muçulmana; bispos dizem não à discriminação religiosa.

Da Redação, com Rádio Vaticano

Um forte apelo foi lançado pelos bispos dos Estados Unidos aos fiéis católicos para que unam suas vozes em defesa da dignidade humana e contra qualquer tipo de discriminação por motivos religiosos.

Em uma declaração conjunta, o arcebispo de Galveston-Houston, Cardeal Daniel DiNardo, e o arcebispo de Los Angeles, Dom José Gomez, respectivamente presidente e vice-presidente da Conferência dos bispos católicos dos Estados Unidos (USCCB), condenaram o decreto do presidente Donald Trump que suspende, por 120 dias, a entrada de refugiados nos Estados Unidos, bloqueando até nova ordem o acesso a todos os sírios, e proibindo por 90 dias a admissão de cidadãos provenientes de sete países de maioria muçulmana.

Na declaração, os bispos afirmam que “a relação entre cristãos e muçulmanos é baseada na força indestrutível da caridade e da justiça”. O documento faz referência à declaração “Nostra Aetate”, do Concílio Vaticano II, que convida a promover, para o bem de todos homens, a justiça social e o bem-estar moral, assim como a paz e a liberdade. “A Igreja não vai vacilar na defesa de nossos irmãos e irmãs de todas as crenças que sofrem nas mãos de perseguidores implacáveis”.

Muitas famílias procuram segurança e proteção para seus filhos

A nota do episcopado explica que os refugiados que fogem do Estado Islâmico e de outros extremistas estão sacrificando todos os seus bens em nome da paz e da liberdade. “Muitas vezes eles poderiam se salvar somente se rendendo à visão violenta de seus agressores, mas permanecem firmes em sua fé”. Os bispos advertem que há muitas famílias em busca de segurança e proteção para os seus filhos.

“A nossa nação deveria recebê-los como aliados na luta comum contra o mal”. Os bispos dos Estados Unidos reafirmam que, embora as autoridades devam estar vigilantes na luta contra os infiltrados que poderiam fazer mal, devem estar também vigilantes na acolhida de pessoas amigas e inocentes. “A acolhida do estrangeiro e daqueles que estão em fuga – insistem os bispos – não é uma opção entre as muitas na vida cristã, mas é o cristianismo mesmo”. “Onde os nossos irmãos e irmãs sofrem a rejeição e o abandono – acrescentam – vamos levantar as nossas vozes em nome deles”.

A Igreja não quer entrar na arena política

“O nosso desejo não é entrar na arena política – conclui a declaração – mas sim anunciar Cristo vivo no mundo de hoje”, porque “no momento em que uma família, ameaçada de morte, abandona a própria casa, Jesus está presente ali”.

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