Entrevista com Hélisson José – Especial Vocações

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1) Como se deu sua descoberta de que Deus te chamava a uma vida de maior intimidade com Ele?

Desde pequeno fui muito envolvido com as coisas da Igreja. Sempre gostei muito de ouvir falar das coisas de Deus, mas a partir do meu encontro pessoal com Jesus – através da Renovação Carismática Católica – fui percebendo que não dava mais para ficar na superficialidade com Deus, que não é só servir, não é só trabalhar para Deus, mas é muito mais que isso. É se relacionar com Ele como dois amigos. Descobrir isso se torna mais maravilho quanto mais se faz essa experiência que nunca se esgota. Nossa alma é imensa e nada pode saciar ela a não ser Deus que a criou. Ele sim pode saciar nossa alma por completo.

2) Para você o que significa ser um consagrado a Deus?

Ser um consagrado para mim significa muita responsabilidade, amor, intimidade. Responsabilidade porque exige testemunho de vida em uma sociedade quase que completamente secularizada, que perdeu seus valores e sua essência, e o testemunho do consagrado consiste em ser oposto ao mundo. Uma consagração sem amor oblativo não é verdadeira. É preciso entregar-se inteiramente como Cristo se deu na cruz por nós e essa atitude de entrega torna a consagração cheia de significados. Ser consagrado é viver com o sagrado e isso exige renúncia de mim mesmo, das coisas do mundo, das criaturas… só assim é possível ser íntimo de Deus.

3) Diante da realidade da nossa sociedade, como os consagrados, membros de Novas Comunidades, podem contribuir para que o Reino de Deus aconteça em nosso meio?

Tudo o que nossa sociedade está vivendo hoje é pura consequência da ditadura do relativismo. E para as Novas Comunidades isso é um imenso desafio porque Deus nos chama a estar na sociedade como sal da terra e luz do mundo (Mt 5, 13 – 14). É nadar contra a maré. Eu acredito que se nós das Novas Comunidades vivermos, de fato, enraizados na vivencia autêntica do Carisma das nossas comunidades já estaremos dando uma resposta à altura das necessidades do mundo atual, que nada mais é do que um mundo sem Deus.

4) Que recado você deixa para todos os leigos consagrados nesse mês de agosto, mês dedicado às vocações?

Que possamos orar pelas vocações, principalmente pelas famílias, que é o berço das vocações. A família está sendo atacada por todos os lados. Nós não estamos percebendo, mas enfrentamos hoje uma batalha, uma guerra intensa contra a família e nós não podemos ficar parados. Precisamos lutar, batalhar defender a família, esse precioso bem que Deus deixou. Como existirão vocações se não existir mais famílias? Pois bem, se destruírem as famílias, por consequência, destruirão as vocações, eis aí uma grande estratégia do inferno. Que possamos ser cristãos autênticos e corajosos porque os tempos vindouros serão de intensa luta. Mas, se estivermos com Cristo, com Nossa Senhora e com a Igreja, nada nos atingirá e seremos vitoriosos.

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