Tempo de Conversão

Estamos em tempo de conversão

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Em um mundo globalizado, ofertas especiais sempre nos chamam a atenção e despertam desejos em nosso coração de adquirir algo e todos nós gostamos de promoção, certo? Pois bem, eis que nossa amada Igreja nos oferece a melhor oferta para se alcançar a santidade: a quaresma. Trata-se de um período em que a graça de Deus se manifesta através da nossa união com Cristo, sendo um tempo propício para darmos grandes passos em direção ao céu que tanto almejamos. A quaresma nos permite o conhecimento e o aprofundamento do nosso interior através da vida de Cristo. É um tempo de reflexão para nos questionarmos: Como tem andado minha vida cristã? Como tem sido minha intimidade com Deus? Onde tenho buscado a Deus? O que me rouba de Deus? Tenho sido misericordioso como manda nossa Igreja? Enfim, refletir sobre essas questões nos estimulam a desejar a maturidade espiritual.

A conversão sincera de coração ocorre quando nos conhecemos o suficiente para saber da necessidade que temos de Deus, quando nosso coração deseja agradar ao coração de Deus. Assim, o silêncio interior que devemos viver durante este período é necessário para um autoconhecimento. Devemos renunciar a todas as agitações interiores que nos impedem de ouvir a voz de Deus. É tempo de solidão interior, de lutas contra as misérias que trazemos, de intimidade com Deus, de mais escuta e meditação da Palavra, ou seja, tempo de vigília constante.

Para vivermos tudo o que nos é proposto, a Igreja nos apresenta três pilares para trilharmos os passos de Jesus: a penitência, a oração e a caridade. O ato de nos penitenciar de algo que gostamos nos ajuda a controlar nossos sentidos, sejam eles da carne ou da alma. Deus não espera de nós grandes atos de penitência, mas sim atos sinceros e feitos com amor. “Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13). A oração, como vai dizer Santo Afonso de Ligório, deve ser vivida como se estivéssemos em um monte, suspensos sobre o abismo de todos os nossos pecados e sustentados apenas pelo fio da oração: se este fio se arrebentar, cairemos certamente neste abismo e cometeremos os crimes mais horrorosos.

A oração nos permite a comunhão com Deus através da elevação de nossa alma.

Já através de atos de caridade, somos chamados a viver a doação completa do nosso ser ao outro. Como vai dizer nosso amado Papa Francisco, devemos sair de nossa alienação existencial através das obras de misericórdia, pois “As obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo.”

Portanto, amados, não percamos mais tempo! Que possamos viver uma conversão profunda através de todos os meios que a Igreja nos oferece nesse tempo. Que em cada dia desta quaresma voltemos o nosso olhar para Deus, busquemos a união sincera do nosso coração com Aquele que nos busca diariamente e que a Bem-Aventurada Virgem Maria nos ensine a caminhar com Jesus a todo instante.

Permaneçamos no amor de Cristo.

Fiquem com Jesus e Maria!

Elisabeth

 

Elisabeth Silva

Comunidade Mariana Resgate

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