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Eu acredito no amor…

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Os tempos, as pessoas demonstram que o amor não existe mais, que os relacionamentos são passageiros, nada sólido e nem seguro, e que não vale a pena investir no amor. Mas o que é o amor então? O que sinto, ou que vejo nas pessoas? O que vejo as pessoas sentirem e tenho aquilo como referência e verdade para mim?

Realmente as influências têm chegado de uma forma mais forte nas pessoas, afinal que referência temos de um amor autêntico se não o de Deus? Quando paramos no limite, quando ficamos olhando e buscando apenas a “perfeição humana” não vamos ver amor, vamos ver gente, vamos ver pessoas que erram, que se levantam, que estão num processo de mudança, de encontro, de construção. Pessoas que perderam as referências, pois deixaram de olhar para o Criador e olham apenas para a criação.

A condição de querer colocar o amor numa caixinha tem sido tão rotineira para a maioria; temos olhado mais para as pessoas que são limitadas, tendentes a erros, a fracassos, temos olhado para o natural, e não vendo mais e acreditando no ser humano, e que nele habita o amor maior que é Deus.

Chama-me a atenção nos dias de hoje como temos nos atingido com notícias de separação, de envolvimento com aquilo que não é próprio do ser humano nas áreas de afetividade e sexualidade, e as pessoas perdendo os valores, e automaticamente sua dignidade. No fundo, no fundo, quando saímos daquilo que Deus nos chamou para ser nos perdemos e retomar o caminho é uma missão que parece quase impossível.

Escutei isso essa semana: eu não acredito no amor, devido a uma notícia de um casal que eram casados há mais de 25 anos e se separaram. Olhando assim, o amor só pode existir entre duas pessoas e casadas? Entre amigos não? Pais e filhos? Irmãos? E os casais que são casados há mais de 50 anos que lutam para permanecerem juntos? Que de sua união formaram lindas e grandes famílias? Então se um casal que infelizmente não deu certo é motivo de afirmação para mim que para todos isso também não dará certo? Somos criados em série será? Todos iguais?

Eu acredito que Deus nos fez únicos e que cada história é única. Eu acredito no amor e nas pessoas que estão abertas a essa experiência de dor e de muitas alegrias. Hoje estamos sim num tempo de descartáveis, de passageiro, de um brincando com sentimento dos outros, mas eu acredito que ainda existe o amor, porque no fundo, no fundo todos, mesmo no meio de tudo isso, buscam o amor verdadeiro.

Na carta de São João ele nos diz Deus é amor (I João, 4, 16) e se Deus é amor, Ele habita em mim, e posso sentir amada e amando a Deus. Um mistério que nos tempos de hoje poucos experimentam. Estão ligados no natural, não transcendem para o que Deus faz no mistério da vida. A vida já é uma linda expressão de amor, se não uma das maiores que Deus nos ama. Minha referência não são as pessoas que podem e vão me frustrar, decepcionar etc…; como eu também posso e vou frustrá-las. Minha referência é o autêntico amor de Deus que é eterno e nunca passa. Tenho experimentado isso todos os dias, na graça que Deus me deu em ser comunidade, vivo isso, olhando para o outro como olho para mim, vendo nossa condição, vou tendo essa certeza: é Deus que me basta, só Ele não passa e só Ele me surpreende como ninguém em suas expressões de amor.

Que nossa referência de amor seja Deus e ao olhar a vida do outro eu veja que estamos num processo, e que Deus habita Nele como habita em mim, e que o amor por mais escondido que possa estar ele existe, de formas e maneiras diferentes o amor existe, porque Deus é amor e está vivo em nós.

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dan.

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Danusa da Silva

Fundadora da Comunidade Mariana Resgate

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