História de Nossa Senhora do Carmo

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Irmãos, a paz!

Hoje partilharemos um pouco sobre o título dado à Maria, mãe de Jesus e nossa, de “Nossa Senhora do Carmo”. Esse título deriva de “Nossa Senhora do Monte Carmelo”. O Monte Carmelo (em hebraico significa “vinha do Senhor) já é conhecido bibliacamente como o lugar que Elias provou a todos que o Deus de Israel era o verdadeiro Deus, e não Baal (cf. I Reis 18). Conta a tradição que, logo após vencer os profetas de Baal, Elias, vendo a nuvenzinha que se levantava no mar, teria nela reconhecido o símbolo da figura da futura Mãe do Salvador (cf. I Reis 18, 44). A partir de então, foram crescendo grupos de profetas que viviam em comunidades (1Rs 19,19-21), (2Rs 2,1-15).

Tempos depois, também inspirados pelos testemunhos de Elias e em seu modo de viver através da oração e do silêncio, um grupo de homens, vindo de várias partes da Europa, chegou ao Monte Carmelo procurando entregar suas vidas a Nosso Senhor Jesus Cristo. Entre 1206 e 1214, Santo Alberto redigiu uma regra para estes eremitas (a qual foi aprovada em 1226 pelo Papa Honório III).

Pela mesma época vivia no condado de Kent um eremita que, há vinte anos, vivia em solidão, tendo por residência o tronco oco de uma árvore. O nome desse eremita era Simão Stock. Atraído pela vida mortificada dos carmelitas recém-chegados, como também pela devoção Mariana que aquela Ordem cultivava, pediu admissão como noviço na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Em 1225, Simão Stock foi eleito coadjutor Geral da Ordem, já então bastante conhecida e espalhada.

Um capítulo geral da Ordem, realizado em 1237, determinou a transferência de quase todos os religiosos – expulsos pelos sarracenos no século XII – para a Europa para se verem livres das vexações deles. Procuraram a Inglaterra, onde a Ordem possuía já 40 conventos. No ano de 1245, foi Simão Stock eleito Superior Geral da Ordem e a regra teve aprovação do Papa Inocêncio IV.

Na Europa, os Carmelitas sofreram muito a ponto de se extinguir e foi neste momento que Nossa Senhora apareceu ao Superior Geral dos Carmelitas, o então Simão Stock. Em 16 de julho de 1251, estando em oração fervorosa, Nossa Senhora lhe apareceu. Veio trazer-lhe um escapulário, dizendo: “Meu dileto filho – disse-lhe a Rainha do céu – eis o escapulário, que será o distintivo de minha Ordem. Aceita-o como um penhor de privilégio, que alcancei para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer vestido deste escapulário, estará livre do fogo do inferno“.

Vários Papas promoveram o uso do Escapulário e Pio XII chegou a escrever: “Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo – e ainda – Escapulário não é ‘carta-branca’ para pecar; é uma ‘lembrança’ para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte“.

Escapulário é a expressão de um manto que cai sobre os ombros, pois a palavra Escapulário vem do latim “scapulae” que tem como significado “ombros”. Ele pode ser confeccionado com materiais diferentes, mas o princípio é sempre o mesmo: um cordão longo ligando duas imagens: uma do Sagrado Coração de Jesus e outra de Nossa Senhora do Carmo, ou Virgem do Carmelo, como também é conhecida, com o Menino Jesus no colo.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!!

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