Jovem, você tem sido a diferença?

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Nos dias de hoje, ser um jovem cristão autêntico que não tenha medo de demonstrar suas convicções tornou-se extremamente difícil. Isso se dá pelo fato de que em um país laico onde supostamente todos temos liberdade de expressão e de argumentos, nós cristãos somos muitas vezes ridicularizados pelo que acreditamos e em algumas situações somos até excluídos da sociedade. Como então conseguiremos ser a diferença em um mundo de iguais? O quanto irá nos custar a escolha de ser de Deus?

Há inúmeros relatos de jovens que sofreram preconceito nas universidades e escolas por apenas dizerem ser cristãos, e não somente por parte de alunos, mas também por professores e funcionários. O simples fato de carregar consigo uma cruz ao peito, a bíblia na mochila ou um terço já é, muitas vezes, o suficiente para que nós sejamos considerados “estranhos” e, em alguns casos, sermos deixados de lado. Porém, como Nosso Senhor nos diz: “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me” (Lucas 9,23). Esse convite nos mostra que para seguí-Lo precisamos carregar nossas cruzes, sendo que essas podem estar nas situações do dia-a-dia como apresentar um simples trabalho na faculdade.

Entretanto, será que mesmo assumindo a condição de cristãos, nós temos feito a diferença no mundo? “Que ninguém despreze tua jovem idade. Quanto a ti, sê para os fiéis modelo na palavra, na conduta, na caridade, na fé, na pureza” (I Timóteo 4,12). São Paulo nos exorta a sermos jovens exemplos onde estivermos, e em tudo o que fizermos demonstrarmos o Deus a quem servimos. Isso é possível por meio d’Aquele que nos foi enviado, o Espírito Santo, que é quem nos modela e nos conduz à santidade. É Ele que permitirá a nós sermos fiéis a Deus em qualquer circunstância, e demonstrarmos a Sua presença em nós por onde passarmos, pois somos o “Templo de Deus e o Espírito de Deus habita em nós” (I Coríntios 3,16).

Certa vez, um repórter perguntou à Beata Teresa de Calcutá: “Madre, a senhora já possui 70 anos. Quando a senhora morrer, o mundo estará da mesma maneira de antes da senhora nascer. Porque então tanto esforço em tentar mudar o mundo?” Ela então sorriu e disse a ele: “Eu nunca quis mudar o mundo. Eu somente tentei ser uma gota de água pura onde o amor de Deus pudesse ser refletido”. O repórter então ficou em silêncio, ao que Beata Teresa ainda acrescentou: “Por que você também não tenta ser uma gota de água pura? Aí seríamos duas gotas! Diga à sua esposa e aos seus filhos, e seremos mais gotas! O que nós fazemos é apenas uma gota no oceano, porém sem o nosso trabalho o oceano estaria mais vazio”.

Assim como Beata Teresa de Calcutá, nós somos chamados a sermos como essa pequena gota em um oceano e a refletirmos esse imenso amor de Deus onde estivermos, pois ainda que pareça que não fazemos a diferença, fomos comprados por um alto preço e ante os olhos do Nosso Senhor nós somos preciosos! Por isso jovem não tenha medo! Seja você a diferença e assim como diz Santa Catarina de Senna, se formos o que devemos ser atearemos fogo ao mundo inteiro!

Deus abençoe!

Bruna Pinheiro

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