Jesus envia os seus

Leigos quem é? Qual o seu papel na Igreja?

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O Concílio Vaticano II,coloca que leigos são o conjunto de fieis, com exceção daqueles que receberam uma ordem sacra (padres, bispos) ou abraçaram o estado religioso aprovado pela Igreja.

O leigo é o próprio cristão e como tal é batizado e crismado. Como cristão é discípulo de Cristo e do seu Evangelho. Por isso ele deve viver com plenitude tudo aquilo que Jesus lhe pede.
 
Nos primeiros tempos da Igreja, na época dos apóstolos e dos primeiros mártires, era evidente, que todos os cristãos eram chamados a participar ativamente da missão da Igreja, porém séculos depois, na idade média, o leigo vira mero e silencioso ouvinte; ele é aquele que não sabe o latim (idioma oficial da Igreja), é o analfabeto e que não tem aceso à Bíblia. A missão ficou nas mãos da hierarquia e, parcialmente, dos religiosos e religiosas consagrados. Assim nasceu e progrediu a distância entre hierarquia e laicato, entre clero e povo.
 
Então graças ao Concílio Vaticano II, essa compreensão foi superada com um grande esforço de todos para recuperar a originalidade perdida. Assim, na Constituição Dogmática sobre a Igreja “Luz dos povos” (Lumen Gentium), afirma a sua incorporação a Cristo, sua constituição no povo de Deus, sua participação na tríplice função de Cristo e, consequentemente, sua participação na missão comum a todo o povo cristão. É a Igreja na sua totalidade, naquilo que é comum a todos os membros. Ai o concílio superou a distância entre hierarquia e laicato, e a desigualdade tão errada.
 
Seu papel na igreja antes de tudo, deve ser trabalhar para expandir o Reino de Deus, para construir a Igreja. Tendo a possibilidade de encontrar-se no meio do mundo, poderá levar consigo o anúncio da palavra de Deus, impregnando todas as coisas com a luz do Evangelho.
Ou seja, o leigo é um discípulo de Cristo bem definido, que tem a dupla missão de construir a Igreja e de evangelizar o mundoi.
 
A área específica do leigo é o apostolado no mundo secular, inserido nas realidades temporais, na escola, na indústria, na economia, política, artes, música, etc, participando, como cristão, das atividades do seu estado de vida e trabalho social” (“Christifideles laici”, 17). Como podemos ver o mundo é o campo de trabalho do leigo. “Ai os chama Deus para que, exercendo o seu próprio ofício, guiados pelo espírito evangélico, contribuem com a santificação do mundo a partir de dentro, como o fermento, e deste modo manifestem Cristo aos outros, pelo testemunho da própria vida, pela irradiação da sua fé, esperança e caridade.” (Lumem Gentium cap. IV, 31)

 

Somos também chamados a participar na ação pastoral da Igreja, com ações no campo da evangelização, da vida litúrgica e outras formas de apostolado, segundo as necessidades locais e sob a guia de seus pastores.
 
Por isso o leigo cristão é “homem da Igreja no coração do mundo e homem do mundo no coração da Igreja”.ii
 
Beato João Paulo II disse: “O fiel leigo, na sua própria vida cristã e em sua atuação na Igreja, não é um mero auxiliar do Bispo ou do Padre. O Batismo lhe dá direito e, portanto, também o dever de realizar em sua existência a ação sacerdotal de Cristo. Daí a justa autonomia do fiel leigo naquilo que lhe é próprio: em qualquer estado ou condição de vida, cada pessoa na sociedade, independentemente da sua raça e cultura, tem o lugar que lhe é devido e é chamada ‘a exercer a missão que Deus confiou à Igreja para esta realizar no mundo’ (Código de Direito Canônico, 204).”
 
Aqueles que desejam se saber um pouco mais fica aqui algumas sugestões de leitura:
 
Apostolican Actuositatem
Christifideles Laici
Lumen Gentium
Doc. 62 CNBB – missão e ministérios dos cristãos leigos e leigas
Abraços fraternos…
Andrea Esteves
Com. Mariana Resgate
 
___________________________________
 
i Chiara Lubich
ii(Puebla 787).

 

 

 

 

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