Dom Nelson Westrupp, scj

Mais um Bispo da Igreja se posiciona contra a Ideologia do gênero: “Não exprime a verdade da pessoa, mas distorce-a ideologicamente”

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Petição Pública contra a “Ideologia de Gênero”

Tendo em vista a pauta da Câmara dos Deputados, que nesta quarta-feira, 26 (26/3/2014), vota o Plano Nacional de Educação (PNE), coloco-me, como brasileiro e cristão, a pedir-vos para assinar uma petição pública contra a ‘ideologia de gênero”, presente na atual versão do Documento que, se aprovado, tornar-se-á parâmetro para o sistema educacional brasileiro.

Devido à pressão popular, a votação do referido documento foi adiada diversas vezes. Tal pressão dá-se devido aos valores antiéticos e morais que a chamada “ideologia de gênero” representa para a sociedade como um todo. Difusa em vários países, chega a vez do Brasil. Seu alcance social e cultural já foi qualificado por alguns como “verdadeira revolução antropológica”. Não se trata apenas de uma simples moda intelectual. Diz respeito, antes de tudo, a um movimento cultural com reflexos na compreensão da família, na esfera política e legislativa, no ensino, na comunicação social e na própria linguagem corrente.

Como tal, a “ideologia de gênero” opõe-se radicalmente à visão bíblica e cristã da pessoa e da sexualidade humana. Refere-se à defesa de um modelo de sexualidade e de família que a sabedoria e a história, não obstante as mutações culturais, nos diferentes contextos sociais e geográficos, consideram apto para exprimir a natureza humana. Tal ideologia não apenas contrasta com a visão bíblica e cristã, mas também com a verdade da pessoa e da sua vocação humana. Prejudica a realização pessoal e, a médio prazo, defrauda a sociedade. Não exprime a verdade da pessoa, mas distorce-a ideologicamente. É importante saber que a palavra gênero substitui – por uma ardilosa e bem planejada manipulação da linguagem – o termo sexo. Deste modo, o modelo “inovador” proposto para a sociedade brasileira – e esperamos sua manifestação contrária – não existiria mais homem e mulher distintos segundo a natureza, mas, ao contrário, só haveria um ser humano neutro ou indefinido que a sociedade – e não o próprio sujeito – faria ser homem ou mulher, segundo as funções que lhe oferecer.

Nós sempre acreditamos que Deus criou o ser humano como homem e mulher. Portanto, o homem não escolhe ser homem ou mulher, mas o é por natureza. Independentemente das crenças religiosas, este fundamento da sexualidade humana faz parte da humanidade desde sempre, mas hoje já não é aceito como um dado real. Ao contrário, é negado por uma nova interpretação da vida sexual moderna. Ser homem ou mulher não é mais o resultado de uma realidade que nos é dada, mas resultado de uma escolha.

Em uma época que o ser humano se orgulha da preocupação com a natureza, a natureza humana está sob forte ataque. Por isso, prestemos atenção, quão arbitrária, antinatural e anticristã é a ideologia de gênero contida no Plano Nacional de Educação (PNE). Por essa razão, merece a efetiva reação dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade, a fim de exigir que nossos representantes no Congresso Nacional façam, mais uma vez, jus ao encargo de serem nossos representantes e rejeitem, definitivamente, a “ideologia de gênero” em nosso sistema de ensino. Pois, o Congresso Nacional não tem o poder de votar matéria tão importante sem o conhecimento e a aprovação do Povo.

As formas de participação – simples, mas imprescindíveis – são as seguintes:
a) assinatura em uma plataforma específica no http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-ideologia-genero-na-educacao-nao-obrigado
b) ligação gratuita pelo telefone 0800 619 619. Tecla “9” pedindo a rejeição à ideologia de gênero em nosso sistema educacional.

Dom Nelson Westrupp, scj
Bispo de Santo André

Fonte: Carmedélio

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