Maria, a grande missionária

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Muitas vezes ouvimos falar de alguém que é missionário, mas não sabemos o real significado desta afirmação. Ser missionário então é ter um coração cheio de amor para com Deus e com os irmãos, a ponto de desprender-se de si pelo outro por amor a Deus. O indivíduo que escolhe ser missionário vai aonde é necessário e se doa na busca por anunciar o Reino de Deus. Mas então o que isso tem a ver com Maria Santíssima? Como podemos dizer que Ela foi missionária se a maior parte do tempo Ela estava junto a Jesus e não anunciando em outros locais?

Com Nossa Senhora nós podemos aprender verdadeiramente o que é ser um missionário por inteiro, pois Sua vida se resumiu em doar-Se por amor a Deus. Desde o instante em que acolheu o Verbo de Deus em Seu ventre, tornando-Se a Mãe do Salvador (Lc 1, 26-38), Maria passou a realizar a peregrinação da fé junto ao Seu Filho, não estando indiferente e alheia ao amor e à presença de Deus em Sua vida, mas sim envolvendo-Se inteiramente no mistério do amor de Deus.

Maria é considerada a primeira discípula de Cristo, pois Se doou a Seu Filho educando-O e seguindo-O até a cruz, estando a todo instante em comunhão profunda com o projeto de Salvação de Deus Pai. “Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como Mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem estar livre da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai” [1]. Portanto, Maria foi a primeira que creu no Cristo e que viveu em plenitude o Evangelho.

“Tendo entrado na cidade de Jerusalém, subiram à sala de cima, onde costumavam ficar. Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, o Zelota; e Judas, filho de Tiago. Todos estes, unânimes, perseveravam na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus, e com seus irmãos” (At 1, 13-14). Como podemos ver nessa passagem de Atos dos Apóstolos, Maria estava unida em oração com os discípulos na espera do Espírito Santo prometido e, por Ela estar junto deles, cooperou com o nascimento da Igreja missionária, que se fortaleceu com a vinda do Espírito naquele dia de Pentecostes. Maria é então a “Mãe das missões”, a perfeita missionária que se encontra presente onde quer que a Igreja esteja, colaborando para a formação dos fiéis.

Que assim como os discípulos tomaram Maria como Mãe e modelo desde o momento em que Jesus A entregou a João como Sua mãe (Jo 19, 27), possamos também nos deixar ser formados como filhos e missionários por Aquela que é a missionária por excelência, a qual nos moldará conforme os moldes do Seu Filho. Assim poderemos nos encher do amor de Deus, levar esse amor por onde formos e instalar desde já o Reino do Bom Deus na Terra.

Deus abençoe!

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BRUNA

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Bruna Pinheiro

Comunidade Mariana Resgate

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[1] Documento de Santo Domingo. São Paulo: Loyola, 1992, 15.

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