MARIA, AQUELA QUE CONFIOU

MARIA, AQUELA QUE CONFIOU

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Maria é o símbolo mais perfeito da confiança em Deus. E o modelo completo das virtudes a ser seguido por todos os cristãos que desejam alcançar a santidade e salvação em Cristo na vida eterna. O santo Padre nos apresenta a Virgem MARIA com uma “maternidade que fala sem palavras, que suscita nos corações a consolação, uma alegria intima que sabe conviver com a dor e com o sofrimento”. O seu Magnificat é um grande agradecimento de quem conhece os dramas da vida, mas que inteiramente se ABANDONA E CONFIA na obra redentora de Deus. É um canto de fé, de quem acredita e espera sempre no Senhor.

Nossa Senhora foi a mais fiel no plano da Deus, a que mais ACREDITOU E CONFIOU. Ela poderia muito bem não fazer a vontade de Deus, pois o que Deus a confiou foi o plano da SALVAÇÃO. O maior plano de amor.

Porém, Maria veio reparar com o seu SIM e com sua total entrega a todos os nãos que Deus recebeu. Ela fielmente assumiu até o fim a proposta de Deus em ser a Mãe do seu filho. Maria não quebrou a aliança de amor com Deus, respondendo: “Eis aqui a serva do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra” (Luc 1;38).

 E este sim foi repetido durante toda a sua vida, nos momentos mais difíceis ela confiou: quando teve de dar à luz num estábulo, quando teve que fugir para o Egito para que o menino não fosse morto pelo rei Herodes, e principalmente quando teve de vê-lo morrer numa Cruz, incompreendido por aqueles a quem amava, e por quem entregara toda a sua vida.

Maria CONFIOU em Deus. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para que nela se cumprisse a vontade de Deus: “Faça-se em mim”, ela disse.

Maria buscava verdadeiramente a vontade de Deus para si, e sabia que esta vontade sempre exigiria dela abandonar seus próprios planos. Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em tudo a vontade de Deus, e não a dos homens. Tudo vinha de Deus. Nós somos idólatras de nós mesmos e dos nossos irmãos. Não confiamos suficientemente em Deus, e por isso sempre esperamos nas criaturas. E nos decepcionamos, porque elas não são deuses. Nós fabricamos ídolos, para que estejam ao redor de nós, a fim de nos servir quando precisamos. E nos decepcionamos. Não vamos para Deus, porque no fundo sabemos que ele não fará a nossa vontade, não nos fará de crianças, mas quer formar pessoas maduras, que escolha unicamente ele e a sua vontade. Quer que estejamos sós diante dele para dizer o nosso sim sem contar que seja outro e não nós a levar o momento sacrificado do nosso sim. Por isso nos tira as pessoas. Por isso muitas vezes nos faltou, nos falta, e nos faltarão a compreensão dos pais, dos amigos, dos irmãos mais queridos. Tudo para que esperemos só em Deus, e nos dirijamos aos irmãos sem interesse próprio algum, mas unicamente para serví-los, para amá-los gratuitamente. Assim fez Maria visitando Isabel. E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu sim com total humildade e confiança, que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: “Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Luc 1,42).

Maria confiava e fazia sempre a vontade de Deus, pois ser fiel a Deus nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos. Não demos a vida a nós mesmos. Nada temos por nós mesmos. Tudo na nossa vida é um presente. Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a vontade do Senhor para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados. Por isso, a exemplo de Maria, como precisamos louvar a Deus porque Maria o amou antes de si mesmo e antes de todas as criaturas. Ela sempre escolheu Deus e a sua vontade. Maria não se sentia uma pessoa nula, péssima, mal amada. Ela não sofria de auto-imagem negativa. Os olhos dela nunca estiveram nela mesma ou em seus traumas, mas estavam postos na grande bondade de Deus. Estava sempre a recordar suas maravilhas, e aquilo que de doloroso lhe sucedia era recebido no silêncio e na humildade, mas especialmente na CONFIANÇA de que Deus é sempre amor.

Peçamos hoje a Maria a Graça de sermos tirados do centro de nós mesmos, e assim curados na nossa auto-imagem. Peçamos a Maria, que ela “arranque” do coração de Deus a Graça de termos unicamente Deus como centro de nossas vidas. E que tudo isto seja colocado no coração de Maria, que está sempre unido ao coração de Jesus e do Pai. E que hoje, o fogo do espírito santo possa queimar tudo isto e nos dar uma auto-imagem nova, límpida, resplandecente, e possamos dizer com ela: “Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lc 1,49). E que peçamos a Nossa Senhora sempre a graça de a cada dia CONFIAR NA VONTADE DE DEUS assim como Ela.

Aline Santos

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