Maria, nossa fiel intercessora

Maria, nossa fiel intercessora

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“Por meio de Maria Santíssima Jesus Cristo veio a nós e é por meio dela que devemos ir a Ele.” (São Luís Maria Grignion de Montfort)
“Temos necessidade de um medianeiro junto do próprio medianeiro que é Jesus Cristo.” (São Luís Maria Grignion de Montfort)
“Cristo no-la deu aos pés da Cruz, é porque precisamos dela para a nossa salvação. “(Prof. Felipe Aquino)
“Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis ai teu filho.” Depois disse ao discípulo: “Eis ai tua mãe.” E dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa. João 19, 26-27
Nesse momento Jesus entrega Maria como mãe da humanidade na pessoa de João. Vemos também que essa entrega de sua Mãe a humanidade foi o último ato de Jesus, antes de haver consciência de ter cumprido tudo.
Como explicar qual o alcance desse magnífico presente de última hora, feito por Jesus a humanidade?
Para uma compreensão exata temos que dizer, em primeiro lugar, que a cena e as palavras de Jesus são como sinais sacramentais: significam algo e produzem o que significam.
Jesus realiza um fato concreto e sensível, estabelecendo um nexo jurídico: João consideraria Maria como Mãe e lhe daria o que um bom filho adulto dá a sua mãe: carinho e assistência. Maria por sua vez, consideraria João como filho e lhe daria o que uma boa mãe dá sempre a seu filho: atenção e amor.
Esse era o fato, o sinal, diríamos, que Jesus concretizou. Mas não acaba tudo aqui. Ao contrário, aqui é o começo. Esse gesto sensível contém latente e palpitante, uma intenção: abrir sua significação eficaz e projetá-la numa perspectiva sem fim quanto ao tempo e quanto à universalidade.
Em João, o Senhor dava Maria a todos como Mãe, em um sentido sobrenatural. Jesus declarava e fazia todos os redimidos filhos de Maria. Com essa ação Cristo deseja que se originem e desenvolvam relações vivencias e afetivas com Maria.
Assim, todos os redimidos tinham uma Mãe, uma fiel intercessora, por expressa e última vontade do Senhor: a própria Mãe de Jesus. Ninguém no mundo, pelos séculos, poderia queixar-se de orfandade ou de solidão, ou de não ter ninguém para defendê-los ou orar por eles a Deus na travessia de sua vida.
Esta missão materna e universal da Santíssima Virgem Maria aparece na sua preocupação para com todos os cristãos, de todos os tempos. Sem cessar ela socorre a Igreja e os seus filhos. Os cristãos a invocam como “Auxiliadora”, reconhecendo-lhe o amor materno que socorre os seus filhos, sobretudo quando está em jogo a salvação eterna. A convicção de que Nossa Senhora está próxima dos que sofrem ou se encontram em perigo levou os fiéis a invocá-la como “Socorro”.
A mesma confiante certeza é expressa pela mais antiga oração mariana, do século II, na época das perseguições romanas, com as palavras: “Sob a vossa proteção recorremos a vós, Santa Mãe de Deus: não desprezeis as súplicas de nós que estamos na prova, e livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita!” (Do Breviário Romano).
Na sua peregrinação terrena, a Igreja experimenta continuamente a eficácia da ação da “Mãe na ordem da graça”. Ela tem um lugar especial no coração de cada filho. Não é um sentimento superficial, mas afetivo, real, consciente, vivo, arraigado e que impele os cristãos de ontem e de hoje a recorrerem sempre a ela, para entrarem em comunhão mais íntima com Cristo.
Nossa Senhora une não só os cristãos atuantes, mas também o povo simples e até os que estão afastados. Para esses, muitas vezes, a Virgem Maria é o único vínculo com a vida da Igreja. Ela nos educa a viver na fé em todas as situações da vida, com audácia e perseverança constante. A sua maternal presença na Igreja ensina os cristãos a se colocarem na escuta da Palavra do Senhor. O exemplo da Virgem Maria faz com que a Igreja aprenda o valor do silêncio. O silêncio de Maria é, sobretudo, sabedoria e acolhimento da Palavra.
A Igreja aprende a imitá-la no seu caminho cotidiano. E assim, unida com a Mãe, conforma-se cada vez mais com seu Esposo.
Trechos retirados dos livros: TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À SANTÍSSIMA VIRGEM (São Luís Maria Grignion de Montfort) e O SILÊNCIO DE MARIA (Inácio de Larrañaga).
Formação: O PAPEL DA VIRGEM MARIA NA IGREJA. (Prof. Felipe Aquino)
Sinara O. de Aquino
 Membro do núcleo do Grupo de Oração Missão Resgate.

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