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O juramento de trinta guardas suíços

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A mão esquerda que segura com firmeza a bandeira; três dedos da mão direita apontam para o alto, chamando a Santíssima Trindade para testemunhar a sua fidelidade. Assim trinta novos alabardeiros da Guarda Suíça Pontifícia prestaram juramento na manhã de terça-feira, 6 de Maio. A cerimónia, que teve lugar no Pátio de São Dâmaso, foi presidida pelo arcebispo Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado, e aberta com uma saudação do comandante Daniel Rudolf Anring, que frisou a especificidade da missão que o corpo é chamado a cumprir com fidelidade, lealdade e honra, mas sobretudo com amor, ao serviço do Papa.

Características de um serviço que, realçou em seguida monsenhor Markus Heinz – oficial da secção alemã da secretaria de Estado, ao qual foi confiada ad interim a cura espiritual da Guarda Suíça – os jovens alabardeiros se esforçam por realizar com espírito de sacrifício, prontos até a oferecer a própria vida. E certamente não se trata só «de um risco profissional, semelhante ao de um soldado ou agente de segurança. A razão profunda consiste no dom de si que Jesus viveu pessoalmente», especificou monsenhor Heinz, recordando o que o evangelista João escreve: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos».

Antes do juramento o arcebispo presidiu à comemoração do sacrifício dos 147 soldados helvéticos que morreram em 1527 em defesa do Papa Clemente VII durante o saque de Roma. Na cerimónia, realizada no pátio de honra da Guarda Suíça Pontifícia, o comandante Daniel Rudolf Anrig depôs uma coroa de louros diante do monumento em memória das vítimas. Antes de conferir as honorificências pontifícias a alguns membros da Guarda Suíça, o arcebispo Becciu pronunciou o seguinte discurso:

«Senhor comandante, monsenhor capelão, distintas autoridades civis, militares e religiosas.

Neste dia de particular solenidade, sinto-me feliz por conferir as honorificências a alguns membros da Guarda Suíça Pontifícia. Estas distinções atribuídas aos guardas, constituem um “dom” do Santo Padre, um sinal do seu reconhecimento e encorajamento para todo o Corpo. Portanto, em nome do Papa Francisco renovo a todos e a cada um a expressão da mais cordial gratidão pelo trabalho que realizais no território do Vaticano».

L’Osservatore Romano

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