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O que são as "jaculatórias"?

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Amados irmãos, hoje vamos explicar o que são as jaculatórias.
Segundo o dicionário Aurélio, são “orações curtas e fervorosas”. Isto vem de encontro com o que disse o nosso saudoso Beato João Paulo II, na audiência do dia 04 de abril de 2001, em que aborda a Liturgia das Horas (oração da Igreja):
Os antigos monges estavam de tal modo seguros desta verdade, que não se preocupavam em cantar os Salmos na própria língua materna, bastando-lhes a consciência de ser, de qualquer modo, “órgãos” do Espírito Santo. Estavam convencidos de que a sua fé permitiria aos versículos dos Salmos desencadear uma particular “energia” do Espírito Santo. A mesma convicção se manifesta na característica utilização dos Salmos, que foi chamada “oração jaculatória” da palavra latina “iaculum”, isto é, dardo para indicar brevíssimas expressões salmódicas que podiam ser “lançadas”, à maneira de pontas de fogo, por exemplo, contra as tentações. João Cassiano, um escritor que viveu entre o IV e o V séculos, recorda que alguns monges tinham descoberto a eficácia extraordinária do brevíssimo incipit do Salmo 69:  “dignai-vos, ó Deus, salvar-me; Senhor, apressai-Vos em socorrer-me”, que desde então se tornou como o pórtico de entrada na Liturgia das Horas (cf. Conlationes, 10, 10; CPL 512, 298 ss)”.

Tomando por base esse trecho da audiência, podemos perceber que as jaculatórias existem há muito tempo, ao longo da história da Igreja e, como qualquer oração, nos levam à um contato mais íntimo com nosso Senhor. São uma flecha de amor que se dirige para Deus (ainda que sejam direcionadas aos santos, como, por exemplo: “Santa Teresinha, rogai por nós”, todas tem a finalidade de ir ao encontro de Deus – pedir que intercedam por nós a Deus).

São muito utilizadas no dia a dia, pois são breves trechos, facilmente gravados e, quando orados com fé, são uma poderosa arma contra as tentações. Nós levam a permanecer com o pensamento em Deus durante o dia. Se, por exemplo, não temos condições de rezar o terço, ou alguma outra oração mais longa, durante o nosso dia, podemos (e devemos) fazer uso das jaculatórias.
Na carta apostólica Rosarium Virginis Mariae(2002), nosso saudoso Beato João Paulo II nos mostra a importância da jaculatória durante a oração do Santo Rosário (Terço):
“35. Na prática corrente do Rosário, depois dadoxologia trinitária (Glória) diz-se uma jaculatória, que varia segundo os costumes. Sem diminuir em nada o valor de tais invocações, parece oportuno assinalar que a contemplação dos mistérios poderá manifestar melhor toda a sua fecundidade, se se tiver o cuidado de terminar cada um dos mistérios com uma oração para obter os frutos específicos da meditação desse mistério. Deste modo, o Rosário poderá exprimir com maior eficácia a sua ligação com a vida cristã. Isto mesmo no-lo sugere uma bela oração litúrgica, que nos convida a pedir para, através da meditação dos mistérios do Rosário, chegarmos a « imitar o que contêm e alcançar o que prometem »”.
Segue abaixo alguns exemplos de jaculatórias:
  • Ó Maria concebida sem pecado original. Rogai a Deus por nós que recorremos a vós;
  • Ó meu bom e amado Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas para o céu e socorrei, principalmente, as que mais precisarem da Vossa misericórdia;
  • Jesus, manso e humilde de coração, fazei do nosso coração semelhante ao Vosso;
  • Sagrado coração de Jesus, nós temos confiança em vós;
  • Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós.
Sendo assim, fica o convite a todos nós para, sempre que possível, orarmos com as jaculatórias e nos unirmos cada vez mais com o nosso Criador, que nos amou, nos ama e nos amará sempre e sem medidas.
Deus nos abençoe, hoje e sempre. Amém.
Abraços,
Rafael Fernandes Martins
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