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O que são os sacramentais?

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O Catecismo da Igreja ensina que:

“Chamamos de sacramentais os sinais sagrados instituídos pela Igreja, cujo objetivo é preparar os homens para receber o fruto dos Sacramentos e santificar as diferentes circunstâncias da vida. Entre os sacramentais, ocupam lugar as bênçãos. Compreendem ao mesmo tempo o louvor a Deus por suas obras e seus dons e a intercessão da Igreja, a fim de que os homens possam fazer uso dons de Deus segundo o espírito do Evangelho” (S1677/8).

Além da liturgia, a vida cristã se alimenta de outras formas de piedade popular, enraizadas nas diferentes culturas. A Igreja cuida para esclarecê-las à luz da fé, e valoriza as formas de religiosidade popular que estejam de acordo com o Evangelho e que enriquecem a vida cristã.

O objetivo dos sacramentais é consagrar toda a vida do homem a Deus e também o seu ambiente de vida, para que ele esteja livre dos perigos e voltado sempre para Deus, livrando-os sempre dos pecados.

Os sacramentais são sinais sagrados, de dois tipos: objetos (medalhas, crucifixos, rosário, escapulário…), e orações, presentes nas bênçãos (alimentos, oficinas, casas, carros, imagens, máquinas, campos, doentes, etc.), nas consagrações (igreja, altar, cálice, Abade, Virgem, criança após o Batismo, esposa, esposo…) e nos exorcismos.

O número dos sacramentais é muito grande; à medida que se diversificam as situações da vida moderna, a Igreja também diversifica e aumenta as suas orações; pois nada é profano na vida do homem. Diz a Sacrossantum Concilium que “quase não há uso honesto de coisas materiais que não possa ser dirigido à finalidade de santificar o homem e louvar a Deus” (SC, 61).

A eficácia santificadora dos sacramentais é diferente dos Sacramentos. Ela tem a sua força na oração da Igreja e das disposições da pessoa que recebe ou utiliza o sacramental. Esta eficácia é chamada de ex opere operantes Ecclesiae, depende da fé e da devoção do ministro e do fiel, pois é ação de Cristo (ex opere operato).

Não se pode exagerar o valor do sacramental, como se fosse um rito mágico ou um amuleto, superstição ou fanatismo. Por outro lado, não se pode desprezar o seu valor, pois o Concílio Vaticano II reafirmou o seu valor e a sua necessidade.

O homem é o representante de Deus no mundo, e deve dominá-lo pela técnica e pelo trabalho. Os sacramentais o protegem do mal e não o deixam colocar Deus em segundo lugar. O povo gosta dos sacramentais; quando a Igreja não os dá ao povo, este corre o sério risco de buscar as superstições, amuletos, benzedeiras etc.

Prof. Felipe Aquino

Retirado do livro “Batismo”- Coleção Sacramentos- Ed. Canção Nova

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