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Os santos, quem são?

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Quando pensamos nos santos, às vezes imaginamos que eles foram pessoas que nunca pecaram, pessoas que passaram a vida inteira em conventos, seminários, geralmente padres, freiras, religiosos ou religiosas. Mas ao contrário do que muitos pensam, os santos são pessoas normais, que ao longo de sua vida fizeram escolhas que os levaram a uma união cada vez maior com Deus, foram pessoas que pecaram que tiveram lutas interiores, medos, alegrias… Porém eles não hesitaram em travar uma árdua batalha com eles mesmos para atingir a santidade.
Deus é santo por natureza, os homens são santos na medida em que se aproximam d’Ele. Por isso os santos são homens e mulheres que buscando ardentemente a Deus, compreenderam as suas misérias e percebendo que sem Deus nada seriam eles abandonaram sua própria vontade, para aceitar a vontade de Deus.
Mas vocês podem perguntar como uma pessoa é declarada santa (o)? Antes é necessário estabelecer o mais cuidadosamente possível os fatos históricos da vida do candidato (a) a ser declarado santo (a), é preciso demonstrar o modo como o candidato praticou as virtudes cristãs, e mostrar que os membros da Igreja, isto é, os fiéis, consideram-no (a) como um santo e, por isto, digno de veneração.
Este processo tem dois estágios. No primeiro, a fase diocesana, é responsabilidade da Igreja local onde o candidato viveu, sob a autoridade do bispo local e assistida por um postulador, procurar juntar informações, coletando documentos e entrevistando testemunhas, focalizando a vida, as virtudes e a reputação de santidade do candidato à canonização. Uma vez que a fase diocesana é aberta, o candidato pode ser referido como um Servo de Deus. O segundo estágio é a fase romana. Os resultados da fase diocesana, isto é, da igreja local, são transferidos para a Congregação para a Causa dos Santos (CCS), um oficio do Vaticano, para estudos e valutação. Depois de estudos feitos por um grupo de teólogos e uma comissão de Cardeais e bispos, a CCS apresenta os seus resultados ao papa para o seu juízo.
Quando o papa afirma que o servo de Deus viveu realmente uma vida cristã heróica, ele ou ela é então chamado de Venerável Servo de Deus. Mediante a aprovação de um milagre atribuído à intercessão desta pessoa, a cerimônia de beatificação pode então acontecer. Por meio desta o papa autoriza a veneração publica da pessoa na igreja local, na congregação religiosa com a qual a pessoa era associada, e em outros lugares por aqueles que recebem tal permissão. Atenção para a diferença: um Santo é honrado nas celebrações litúrgicas pela igreja universal, isto é, por toda a Igreja, enquanto um Beato pode ser honrado somente em certos lugares.
O Beato pode ser canonizado depois da ocorrência de um ou mais milagres atribuídos à sua intercessão.
A canonização de um santo é um solene ato por meio do qual o papa, a autoridade suprema na Igreja Católica, declara que uma pessoa praticou virtudes heróicas e viveu com fidelidade na graça de Deus, está com Deus no céu e pode ser venerada por toda a Igreja. O papa insere a pessoa na lista dos Santos.
Irmãos, ser santo é um chamado de Deus para cada um de nós, a santidade é possível a todos os batizados, este caminho é acessível a todos nós, basta que tomemos a decisão de trilhá-lo. Não podemos mais desperdiçar a nossa juventude. Devemos vivê-la intensamente, nos moldes da santidade. Sempre com esta certeza em nossos corações, é possível sermos santos de calça jeans!
“Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo.” (Lev 19, 2)

 
Andrea Esteves

Com. Mariana Resgate

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