Perdoar é o melhor

Perdoar é o melhor

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O perdão não é um sentimento, mas uma decisão. Logo é preciso que a compreensão do perdão seja deslocada do campo das emoções, sobre as quais não temos controle, e assim chegar ao campo da vontade, que é dominada pela razão e não pela emoção. Portanto, o perdão é racional. É fruto de decisão e vontade.
Perdoar não é um ato mágico, mas sim, um ato voluntário, uma decisão de inteligência, que supõe manter-se perseverante na decisão – ou melhor, nas decisões, já que não basta uma única decisão. Perdão é convicção firmemente mantida e expressamente manifestada.
O perdão é a melhor decisão em toda e qualquer circunstância. Ele é o nosso único caminho, é a nossa única alternativa. O perdão não tem o poder de mudar o passado, mas é forte o suficiente para nos ensinar a saborear o presente e projetar o futuro.
Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.
Assim, o perdão nos garante que não somos vítimas do passado e nem das circunstâncias negativas. É a introdução de um novo tempo, e não a conclusão de uma história de desamor.
Jesus foi o grande mestre do perdão. Ele nos mostra que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem pode ser uma tentativa de abafar ou simplesmente ignorar essa dor. O perdão é um processo profundo, repetido tantas vezes quantas forem necessárias no nosso íntimo. A pressa é inimiga do perdão!

E, a melhor forma de nos fortalecer e se preparar para novas situações é perdoar.

O perdão nos liberta de fazermos sofrer as pessoas que nos amam. Normalmente quem mais sofre com a falta de perdão não é quem nos ofendeu, mas aqueles que nos são mais próximos e que nos amam. Perdoar quem me ofendeu é retribuir o carinho de quem me ama.
Não pagueis a ninguém o mal com o mal. Aplicai-vos a fazer o bem diante de todos os homens. Se for possível, quando depender de vós, vivei em paz com todos os homens. Não vos vingueis uns aos outros[…]. Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber. Procedendo assim, amontoarás carvões de brasa sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem (Rom 12,17-21).
O perdão é um exercício contínuo, pois, ninguém tem o poder de controlar seus sentimentos. Cada um precisa fazer sua parte, aquilo que está a seu alcance.
No exercício do perdão é fundamental reconhecer a necessidade de pedirmos desculpas aos que ofendemos. Se perdoar é uma arte difícil, pedir perdão é mais difícil ainda. Se perdoar exige uma decisão do coração e da vontade, pedir perdão exige arrependimento. E isso é algo que precisamos aprender com clareza e praticar com persistência.
Do livro “Gotas de cura interior”.
Padre Leo, SCJ
 Sinara Aquino
Membro do Grupo de Oração Missão Resgate
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