Por que fazer penitência?

Por que fazer penitência?

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A penitência é um ato de amor e de purificação de nossas almas e nosso interior. A Quaresma, que nos liga diretamente à penitência, é um tempo de fazer limpeza interior. È um tempo de preparação para abrir nossos corações ao Amor (Jesus).
Quantas vezes nossos corações se encontram como uma tranca enferrujada que precisa de um óleo/lubrificante para abrir mais fácil não é mesmo? Esse óleo nos é oferecido diariamente e quantas vezes não o colocamos na porta do nosso coração.
Quando falo que a penitência é um ato de amor, eu me refiro ao Amor ao próximo e a nós mesmos. É tempo de refletirmos esse amor ao próximo: se meu irmão é faminto posso eu fartar até me saciar? Se meu irmão dorme na rua, em lama, posso dormir numa casa confortável, cheia de luxos? Se meu irmão não tem o que vestir, posso eu comprar várias roupas por comprar? ; e refletirmos também o amor a nós mesmos: reconhecer que somos pecadores, e termos autodomínio (controle de nós mesmos e purificação de tudo o que não é de Deus, afastando de nós todas as coisas que não nos permitem viver o mistério do amor infinito do Senhor).
É uma renúcia de nós para viver com “alegria e aceitação” a cruz de Cristo que nos é oferecida no nosso dia-a-dia, como Jesus no início de sua pregação dizia: “ Se alguém quiser vir comigo, renuncia-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.” (Mateus 16, 24). Por isso a importância de fazermos a penitência.
De acordo com o Catecismo da Igreja Católica (1434) a escritura e os padres insistem principalmente em três formas de penitência: o jejum, a oração e a esmola, que exprimem a conversão com a relação a si mesmo, a Deus e aos outros. O jejum é a forma mais tradicional da “penitência”. Atualmente na Igreja os jejuns são “reduzidíssimos”, são dois e se a Igreja tirar também estes dois não tem problema nenhum… Mas jamais a Igreja poderá tirar do evangelho e da práxis o espírito penitencial do jejum, que é participar da paixão de Cristo, sermos solidários com os que sofrem, dividir o que temos. São atitudes necessárias no seguimento de Jesus. Não é permitido o “luxo” que fere a dignidade dos pobres.
A oração é uma forma de nos aproximarmos mais de Deus. Nem sempre é fácil rezar, é necessário uma renúncia constante de outros valores e atividades, às vezes muito mais agradáveis. É um momento de encontro com o invisível que nos chama à intimidade com Ele.
Exige uma força de vontade não indiferente para sermos fiéis à nossa oração pessoal, comunitária e litúrgica. A verdadeira esmola não é o “supérfluo, o inútil”. É necessário na caridade dar o que está “dentro do nosso prato”, o que é bom e não o descartável. Todos sabemos como é difícil se privar de algo que gostamos para fazer alguém feliz.
É isso aí pessoal, espero que brote no corações de todos essa vontade de praticar a penitência como forma de amor ao próximo, a nós mesmos e a Jesus nosso salvador.
Abração a todos e fiquem com Deus.
 Deiverson Cabral Trindade
Formador Missão Resgate
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