quarta feira de cinzas

Quarta-feira de Cinzas

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1) O que é?
A Quarta-Feira de Cinzas é considerada a “porta” da Quaresma (Papa Bento XVI em sua Homilia em 21/02/2007).
Primeiro dia da quaresma (ocorre 40 dias antes da Páscoa, sem contar os domingos).
A data varia a cada ano, dependendo da data da Páscoa.
2) Por que “de Cinzas”?
As cinzas simbolizam a “fragilidade” do homem, que “veio do pó e ao pó voltará” (Gen 3, 19b).
Sendo assim fica um claro e evidente convite à conversão, à penitência, para que o homem, em sua breve vida, possa se reconciliar e estar mais próximo de Deus.
3) Há relatos da celebração desta data na Bíblia?
Não, porém, é muito comum na Bíblia observarmos a utilização das cinzas.
Abaixo, alguns exemplos:
·        Em Gen 18, 27 podemos observar Abraão, em sua conversa com o Senhor, se referindo como poeira e cinza.
… eu que sou poeira e cinza…
·        Em II Samuel 13, 19 observa-se o uso das cinzas por Tamar, irmã de Absalão, que foi sexualmente violentada por Amnon. O uso das cinzas teve caráter de luto e dor.
…Tamar cobriu a cabeça de cinzas, rasgou a túnica, pôs a mãos na cabeça, e se foi gritando…
·        Em Ester 4, 1.3b vê-se que Mardoqueu, ao ter conhecimento do decreto de extermínio dos judeus, faz uso das cinzas como sinal de luto e de penitência.
… Tão logo soube do que acabava de acontecer, Mardoqueu rasgou suas vestes e se cobriu de pano de saco e de cinza (…) havia entre os judeus luto, jejum, lágrimas …
·        Em Daniel 9, 3 é claro o uso das cinzas: “… E voltei minha face para o Senhor Deus, implorando-o em oração e súplicas, no jejum, no cilício e na cinza…
·        Também no Novo Testamento é notável o uso delas (Mateus 11, 21): … Ai de ti, Corazin! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e em Sidônia tivessem sido realizados os milagres que em vós se realizaram, há muito teriam se arrependido, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza…
Podemos ver que as cinzas, em todas as situações, simbolizam o arrependimento, de vontade de mudança de vida, reconhecimento de ofensas a Deus.
4) O que há de diferente nesta celebração?
Utilizando-se cinzas (provenientes da queima dos ramos que foram abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior), será traçado o sinal da cruz na testa dos participantes da Celebração Eucarística.
 Ao traçar o sinal da cruz é dito: Convertei-vos e acreditai no evangelho” (Marcos 1, 15), ou: “Recorda-te que és pó e em pó te hás-de tornar” (Gen 3, 18).
5) Desde quando esse rito existe?
(Tirado do site ACI Digital)
Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitência pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.
6) O que o Papa diz sobre esta data?
Trecho da Homilia do Papa Bento XVI em 21/02/2007:
“A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto”.
7) O que se deve fazer, principalmente, a partir desta data?
(Trecho da mesma Homilia anterior)
Amados irmãos e irmãs, temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho que foi proclamado, Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus (cf. Mt 6, 1-6.16-18)
 
Rafael Fernandes
Com. Mariana Resgate
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Fontes:

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