pessoa presa inimigo

Rezai pelos inimigos

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Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem. Deste modo sereis os filhos de vosso Pai do céu, pois ele faz nascer o sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e faz chover sobre os justos e sobre os injustos. Se amais somente os que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem assim os próprios publicanos? Se saudais apenas vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não fazem isto também os pagãos? Portanto, sede perfeitos, assim como vosso Pai celeste é perfeito. (Mt 5, 44 – 48)

Ao meditar essa passagem podemos encontrar aqui algo importante para nossa fé: precisamos amar o nosso próximo, e independente se ele é nosso amigo ou inimigo. Amar quem nos faz bem é muito fácil, é importante, mas não é tudo. O mandamento é claro:

“Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor; 30. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. 31. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe (Mc 12, 29-31).

Portanto, constata-se que para amar a Deus é necessário amar o meu próximo que é para nós imagem e semelhança de Deus, é habitação, templo vivo de Deus. O cristianismo passa pelo “amar o próximo”, mesmo que seja o inimigo. Mas como amar os que me fazem mal, me prejudicam, fazem coisas más contra mim e os meus?

Para entendermos isso é preciso que antes compreendamos com que “amor” Deus nos chama a exercitar. O amor não é algo que parte de nós; o nosso “amor” é falho, mesquinho, orgulhoso, preconceituoso, imperfeito, já o amor que vem de Deus, é diferente do nosso, é muitas vezes incompreensível, absurdo. Deus é amor, e se assim não fosse, deixaria de ser Deus, essa é sua essência, e o amor que vem de Deus é o amor Ágape, é um amor que se doa por inteiro, não é só um simples sentimento, mas é algo que parte da nossa decisão, são atitudes. Deus não se reserva, ele se dá à humanidade como resgate assumindo a nossa condição de pecadores.
Quando Jesus nos exorta a amar os nossos inimigos, Ele nos convida a colocarmo-nos no lugar do outro, a assumir a condição do outro que é a de ser também um filho amado de Deus, mesmo que não saiba. Daí a necessidade do perdão, do ‘não pagar com a mesma moeda’, de não desejar mal ou ter sentimentos de vingança. Mas como viver isso nos tempos de hoje, onde cada um quer ser mais que o outro, quer ter mais, sempre mais e mais? É assumindo o evangelho em nossas vidas que seremos capazes de viver esse amor. O mundo só será diferente quando nós assumirmos o propósito de amar o próximo, e enquanto não dermos o primeiro passo nada mudará. É muito bonito e posso arriscar a dizer que seja muito cristã a atitude do Papa João Paulo II ao perdoar o homem que lhe tentou tirar a vida com um tiro, e também a atitude daquele ciclista que perdoou o motorista que lhe decepou o braço depois de um acidente provocado pela bebida. Não quer dizer que não haja a justiça; sim ela haverá, mas deixemos que dessa Deus e as leis humanas cuidem, a nossa parte nós faremos. Amemo-nos uns aos outros, pois o amor vem de Deus (I João 4, 7).
Que Deus o abençoe
Helisson José
Com. Mariana Resgate

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