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Santíssima Trindade

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Deus “não é solidão, mas comunhão de luz e de amor, vida doada e recebida num eterno diálogo entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo, Amante, Amado e Amor”. (Papa emérito Bento XVI)

A Santíssima Trindade é um dos dogmas centrais da fé cristã, o qual, na Igreja Primitiva, era baseado nos escritos de Inácio de Antioquia. No ocidente, um dos primeiros – do ponto de vista histórico – a expressar essa ideia de que existiria um só Deus em três Pessoas distintas foi Tertuliano.

A primeira fórmula dogmática trinitária, o credo de Nicéia, surgiu depois da pacificação do Império Romano, sob Constantino I, quando consegue-se unir fatores que permitiram definir as noções da natureza (“ousia”), pessoa (“hipostasis”) e consubstancialidade (“homoousios”), e a sua relação mútua e aplicação teológica.

Na Bíblia podemos encontrar passagens que revelam a natureza divina da Trindade – bem como a personalidade de cada uma das Três Pessoas –, como, por exemplo, numa passagem muito conhecida por todos nós e que no ano passado foi muito frisada por ter sido o lema da JMJ 2013: “Ide, fazei discípulos entre todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19).

Essa natureza e personalidade da Trindade pode ser encontrada de forma resumida no credo Niceno-Constantinopolitano: 1) Pai: Criador de todas as coisas e que em seu infinito amor deu seu Filho, Jesus Cristo, para nos salvar da morte como sacrifício de Sua Vida; 2) Filho: gerado pelo Pai na eternidade e consubstancial a Ele, e que encarnou-se assumindo a natureza humana, dependente do Pai, porém, com a perfeição divina; 3) Espírito Santo: não foi criado, nem gerado, mas “é quem dá a vida e procede do Pai; e, com o Pai e o Filho, é adorado e glorificado”, é o mesmo que falou pelos profetas.

Antes de finalizar, se tratando da Santíssima Trindade, não poderia deixar de mencionar aqui o papel de Sua Obra Prima: a Virgem Maria, que no seu coração humilde e repleto de fé, Deus preparou para Si uma morada digna, para completar o mistério da Salvação. O Amor divino encontrou nela a correspondência perfeita e foi no seu seio que o Filho Unigênito se fez Homem por ação do Espírito Santo.

Contudo, a Santíssima Trindade é um mistério de Amor, e conforme Santo Agostinho chegou à conclusão: nós por sermos limitados, nunca poderíamos entender na plenitude a dimensão de Deus e que essa compreensão plena só será possível quando, na vida eterna, nos encontrarmos no Paraíso com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Deus os abençoe!

Abraço fraterno.

Emanuela Valente

Com. Mariana Resgate

– http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/angelus/2006/documents/hf_ben-xvi_ang_20060611_po.html

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