sé vacante

Sé Vacante

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Estamos em um período chamado de Sé Vacante ou Sede Vacante. Mas o que isso significa? O termo provém do latim e significa trono vazio, ou seja, a Cátedra de Pedro, de onde o Papa governa a Igreja, está desocupada.

 
A vacância da Santa Sé corresponde ao período entre o falecimento ou renúncia de um Papa e a eleição de seu sucessor. Algumas pessoas podem então estar se perguntando como fica o governo da Igreja neste período? No período da Sé Vacante, o Colégio Cardinalício governa a Igreja.

Durante a vacância da Sé Apostólica, encerra-se o exercício das funções de todos os responsáveis dos Dicastérios da Cúria Romana e seus membros. Somente o Cardeal Camerlengo (que atualmente é o cardeal italiano Tarcisio Bertone (nomeado em 4 de abril de 2007), é quem preside a Câmara Apostólica e que exerce a função de cuidar e administrar os bens e os direitos temporais da Santa Sé. No período da Sé Vacante, ele está entre aqueles que não entregam seu cargo e que continuam a exercer suas funções ordinárias, submetendo ao Colégio Cardinalício aquilo que deveria ser apresentado ao Sumo Pontífice. O Penitenciário-Mor continua despachando assuntos ordinários, submetendo ao Colégio Cardinalício o que seria remetido ao Papa.

São formadas duas Congregações de Cardeais, uma geral e outra particular. A primeira é composta por todos os Cardeais e a última é constituída pelo Camerlengo e três Cardeais Assistentes.


O princípio que rege esse período é chamado de “nihil innovetur”, ou seja, nada se modifica na Igreja. Somente assuntos ordinários ou inadiáveis são apresentados ao Colégio Cardinalício para que sejam por ele despachados. Os Cardeais preparam também tudo o que for necessário para a eleição do novo Papa.


“O Colégio Cardinalício não tem nenhuma potestade ou jurisdição sobre as questões que correspondem ao Sumo Pontífice em vida ou no exercício das funções de sua missão; todas estas questões devem ficar reservadas exclusivamente ao futuro Pontífice”.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, publicou na sábado, 1º de março, as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante.

1) Omissão da citação do nome do Papa na oração eucarística e na liturgia das horas. 

Durante todo o período de Sé Vacante, ou seja, desde as 16h do dia 28 de fevereiro de 2013 até a eleição do novo Papa, se omite a citação do nome do Santo Padre na Oração Eucarística e o mesmo não é substituído por nenhum outro nome. Na oração da Liturgia das Horas se omitem as intercessões pelo Papa.

2) Oração pela eleição do Pontífice.

Durante este período, se recomenda, entretanto, que os pastores e fiéis permaneçam em oração pela eleição do novo Papa. Pode-se celebrar nos dias de semana a Missa “Por várias necessidades: Para a Eleição do Papa” (Missal Romano), com a cor litúrgica do tempo da quaresma. Encoraja-se também realização de Hora Santa ou a recitação pública do rosário pela eleição do Papa.
 

3) Após a eleição do Santo Padre.

Como estabelece a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis ‘88’: Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a Ordenação episcopal, é imediatamente o Bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e Cabeça do Colégio Episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado Bispo”.

Assim sendo, a partir do momento do anúncio da eleição do Pontífice, toda a Igreja passa a recordar do Papa como de costume.
Andréa Esteves
Com. Mariana Resgate

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http://www.news.va/pt/news/se-vacante-o-que-muda-na-liturgia
 

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