segunda vinda

Segunda vinda de Cristo

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Ao se falar da segunda vinda de Cristo, muitos se atemorizam e se preocupam. O mundo está acabando, que posicionamento tomar diante disso? Para os pagãos a segunda vinda é uma má notícia, mas para nós cristãos é o fim de uma grande espera.
Todo cristão verdadeiro em sua essência deve entender que a vinda de Jesus é uma boa notícia e não um terrorismo espiritual. E principalmente, que não se sabe quando isso acontecerá, a própria Palavra vem nos dizer isso. “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13,32). Os primeiros cristãos também viveram esse período de espera pelo Senhor, como aquele que viria para libertá-los. E assim acontecerá também conosco, Ele virá triunfantemente do céu para nos libertar. Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino do mundo material e do homem: “Pois a criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus (…) na esperança de ela também ser libertada da escravidão da corrupção…(Rm,19-23) (CIC 1046).
 
“Todo aquele, pois, que ouve estas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. (Mateus 7,24-25)
 
Como o evangelista São Mateus vem nos dizer, devemos edificar a nossa vida, nossa fé e esperança em Jesus que é a nossa rocha e não na areia movediça desse mundo. Todos sabem que este mundo terá fim, as próprias situações já o condenam. Este não é o nosso lugar, estamos de passagem aqui, o nosso lugar é o céu. Por isso somos chamados à conversão sincera do nosso coração. Se ainda há algo de errado em sua conduta, procure se reconciliar com o Senhor enquanto Ele ainda se deixa encontrar. Pois, “Antes de vir como justo Juiz, abro de par em par as portas da Minha Misericórdia. Quem não quiser passar pela porta da Misericórdia, terá que passar pela porta da Minha justiça…” (Diário 1146).  O próprio Jesus revelou a Santa Faustina sua predileção pelos humildes e miseráveis que procuram por sua misericórdia; esta é para nós a última tábua da salvação, ou seja, busquemos estar escondidos e reconciliados com a Misericórdia do Senhor.
 
Maria, no Canto Magnificat, nos disse que “a misericórdia do Senhor se estende de geração em geração, sobre os que o temem” (Lc 1,50). Somos nós essa geração que é dependente da Misericórdia Divina, fazemos parte da geração que experimentará o novo céu e a nova terra. A certeza que nós temos é que ressuscitaremos quando o Senhor voltar. Os que estiverem vivos e vivendo no Senhor serão arrebatados até o Senhor nos ares. Já pensou se os mortos ressuscitarem e os vivos forem arrebatados e você for deixado para trás? Imagine a tristeza do seu coração quando você perceber que não soube aproveitar as chances que o Senhor lhe deu? Não perca tempo irmão! Queira estar pronto para o Senhor.
 
[…] Certa vez os amigos de um jovem santo – dizem que foi São Luiz Gonzaga – perguntavam entre si o que fariam se soubessem que o mundo acabaria naquele exato momento. As respostas foram muitas: um buscaria confessar-se o quanto antes, o outro procuraria reconciliar-se com os seus familiares, etc. A resposta do santo foi: “Continuaria jogando, como estou fazendo agora”. Essa tranqüilidade é consequência de saber em cada momento a vontade de Deus. Quem nela está não se preocupa se o mundo terminará hoje ou amanhã, pois em cada momento está preparado, esperando ansiosamente o encontro último com seu Senhor (Canção Nova).
 
Portanto, se não estamos nos preparando para nos encontrarmos com o Senhor, que comecemos agora a nos preparar, pois como diz uma música do Monsenhor Jonas: “Mas o Senhor virá, Ele não tardará, que eu seja Santo, Santo, Santo, pois Deus é Santo, Santo, Santo.” Que na vinda triunfante de Nosso Senhor possamos nós encontrá-Lo preparados como um vigia que espera a aurora!!!
 
Deus os abençoe!!
 
Letícia Gabrielle
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Fontes:
CIC – Catecismo da Igreja Católica
Diário de Santa Faustina

 

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