Sextas-feiras da Misericórdia: as visitas do Papa Francisco

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Nesse ano jubilar da misericórdia, o Papa Francisco realizou visitas todos os meses nas sextas-feiras da misericórdia a fim de levar um sinal de misericórdia para quem vive determinadas situações.

Em janeiro, Francisco visitou uma Casa de Repouso para idosos e uma para doentes em estado terminal em Torre Spacata. Fevereiro, uma comunidade para toxicômanos em Castel Gandolfo. Março, na Quinta-feira Santa, o Centro de Acolhida para Refugiados (CARA) de Castelnuovo di Porto.

Em abril, a visita aos refugiados e migrantes na Ilha grega de Lesbos. Maio, a comunidade do “Chicco”, para pessoas portadoras de necessidades especiais em Ciampino. Junho, duas comunidades romanas para sacerdotes idosos e sofredores.

Em julho, durante a viagem à Polônia, o Papa realizou a sua “Sexta-feira da Misericórdia” com a oração silenciosa em Auschwitz-Birkenau, a visita às crianças doentes no Hospital Pediátrico de Cracóvia e a Via Sacra com os participantes da JMJ, onde estavam presentes os jovens iraquianos, sírios e provenientes de outras zonas de conflitos.

Em agosto, o Santo Padre visitou uma estrutura romana da “Comunidade Papa João XXIII” que acolhe mulheres libertadas da escravidão da prostituição, enquanto em setembro visitou o Setor  Neonatal e um Hospício para doentes terminais em Roma. Por fim, em outubro, o Santo Padre visitou o “Villaggio SOS”, uma casa de família de Roma que acolhe crianças com problemas pessoais, familiares e sociais. (JE)

E para finalizar as sextas-feiras da misericórdia, em novembro, o Papa Francisco visitou um bairro periférico na Zona Leste de Roma, ‘Ponte di Nona’, onde em um apartamento encontrou 7 famílias, todas formadas por jovens que deixaram o sacerdócio no decorrer dos últimos anos.

Com o gesto o Santo Padre deseja oferecer um sinal de proximidade e de afeto por estes jovens que realizaram uma escolha muitas vezes não compartilhada por seus irmãos sacerdotes e familiares.

Depois de diversos anos dedicados ao ministério sacerdotal realizado nas paróquias, fatores como a solidão, a incompreensão, o cansaço pelo grande compromisso de responsabilidade pastoral, colocaram em crise a escolha inicial pelo sacerdócio.

Seguiram-se meses e anos de incerteza e dúvidas, que os levaram a considerar como equivocada a escolha pelo sacerdócio. Assim, deixaram o presbiterato para formar uma família.

O Papa Francisco decidiu assim dar uma atenção a esta realidade, antes de concluir o Ano Jubilar, encontrando quatro jovens da Diocese de Roma, que foram párocos em diversas paróquias da cidade; um de Madrid e outro da América Latina, todos residentes em Roma, enquanto o último é proveniente da Sicília.

A entrada no Papa no apartamento foi marcada por grande entusiasmo: as crianças cercaram o Pontífice para abraçá-lo, enquanto os pais não conseguiram conter a emoção.

A presença de Francisco  – muito apreciada por todos – não foi vista como um juízo do Papa pela escolha feita, mas sim uma demonstração de proximidade e afeto.

O tempo passou rapidamente. O Pontífice ouviu suas histórias e seguiu com atenção as considerações que eram feita a respeito do desenrolar dos procedimentos jurídicos em cada caso.

Sua palavra paterna demonstrou amizade e interesse por cada caso, tranquilizando a todos. Deste modo, mais uma vez, Francisco quis dar um sinal de misericórdia a quem vive uma situação de desconforto espiritual e material, evidenciando a exigência de que ninguém se sinta privado do amor e da solidariedade dos Pastores.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/news

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