“Sigam a cruz peregrina”, disse João Paulo II

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A cruz da JMJ não para na sua incansável peregrinação pelas estradas do mundo. Entre 1992 e 1997, ela se tornou sinal de amor e esperança nas grandes metrópoles, pois assim afirmou João Paulo II:
“Sigam a cruz peregrina, andem à procura de Deus, porque também é possível encontrá-Lo numa cidade moderna”.
No Domingo de Ramos de 1992, jovens norte-americanos a receberam de jovens poloneses, e pela primeira vez se realizou um gesto simbólico na passagem da cruz, no qual jovens do país que sediou a Jornada Mundial da Juventude a entregaram aos jovens do país que sediaria a próxima edição do evento.
Esse gesto simbólico é realizado pelo menos um ano antes do próximo encontro mundial. A cruz é levada ao país pré-selecionado e na sua viagem preparatória atinge os jovens de várias dioceses, movimentos, grupos e comunidades desse local. Esse objeto revela a fé de todos, movimenta a consciência dos jovens e os chama à conversão e suscita nestes um novo ardor missionário.
Em 1992, a cruz da JMJ peregrinou a Sidney, na Austrália, e os jovens a levaram em procissão nas ruas dessa cidade. E chegou ao Continente Americano entre 1992 e 1993 para mais um encontro internacional da juventude, em Denver. Na ocasião ela percorreu as 70 dioceses norte-americanas cumprindo assim um pedido de João Paulo II aos jovens que participaram dessa edição:
“Este não é o tempo de se envergonhar do Evangelho! É hora de pregar pelos telhados. Não tenhais medo de sair do conforto e da rotina diária para abraçar o desafio de tornar Cristo conhecido”.
Em 1994 a cruz peregrina passou de um continente a outro, das mãos dos jovens norte-americanos para as mãos de um povo generoso e cheio de fé, os filipinos. As distâncias que separam os jovens são grandes, por isso, o saudoso Pontífice polonês insistia em dizer que Jesus Cristo é o mesmo para todos e Sua mensagem é sempre a mesma. Em Jesus, não existe rivalidade étnica nem discriminação social, “todos são irmãos e irmãs na grande família de Deus”, acrescenta o Papa.
 cruz jovem
Quando chegou a Manila, capital filipina, em janeiro de 1995 para a Jornada Mundial da Juventude, a cruz da JMJ já havia percorrido um longo caminho atravessando as 79 dioceses das Filipinas. Em torno dessa mesma cruz 4 milhões de pessoas testemunharam o que entraria para a história como o maior evento jovem de todos os tempos.
Em 31 de março de 1996, celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, ela passaria das mãos dos filipinos para as mãos dos jovens franceses, que preparariam a Jornada Mundial da Juventude em agosto de 1997 em Paris. Nesse ano, esse objeto, símbolo da fé cristã, percorreu mais uma vez as dioceses da França como testemunha para o Velho Continente de que na fé em Cristo está alicerçada na sociedade europeia.
E assim, de viagem em viagem, essa cruz vai cumprindo a sua missão de ser sinal do amor e do poder de Deus por onde quer que passe. Esta é a sua história, esta é a missão confiada a ela desde 1984.

No próximo episódio a cruz da JMJ chega à memorável jornada do ano 2000 e em 2001 conforta os norte-americanos nos atentados de 11 de Setembro.

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