solidão

Solidão interior

0 1418

Meus momentos prediletos solidão
Meus momentos
prediletos solidão, solidão
Mas sempre convosco,
Jesus, Senhor.
Junto ao vosso coração
passo horas agradáveis
E junto dele minha
alma encontra descanso

[…]
Então no maior abandono
a alma não sente solidão,
Porque descansa
em vosso seio.
Ó solidão momentos
da mais elevada companhia
Embora abandonada
por todas as criaturas.
[…]
Gosto muito deste poema de Santa Faustina, no qual ela vem nos dizer que seus momentos prediletos são aqueles em que ela se encontra sozinha. E foi justamente por meio dele que consegui entender melhor a solidão interior.
Muitas pessoas consideram a solidão como algo ruim ao ser humano, porém, tratar a solidão como algo plenamente negativo pode ser um erro! Em Gênesis 2,18 lemos: “O Senhor disse: Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” Diante deste versículo podemos afirmar que o homem não foi criado para viver só, mas para se relacionar com o próximo e viver em sociedade. No entanto não podemos negar que o homem também tem a necessidade de estar consigo mesmo, de viver uma solidão interior que é necessária.
Acredito então que existam dois tipos de solidão, aquela que faz bem para a alma e aquela que faz mal. A que faz mal certamente é aquela solidão que provoca em nós o isolamento, um recuo diante da vida. Nestes tempos modernos não é difícil encontrar pessoas que estão vivendo desta forma; basta olhar ao nosso redor que encontraremos muitas pessoas mergulhadas nesta solidão prejudicial. Existe aquela solidão, que também gosto de chamar de recolhimento interior, que edifica nossa alma. É essa a solidão narrada por Santa Faustina, classificada como predileta, pois é uma solidão acompanhada, onde no maior abandono ela se encontra com Jesus. Por isso nem toda solidão deve ser reprimida, há aquela necessária para o encontro com o meu ‘eu’, que gera autoconhecimento, aquela solidão que nos permite encontrar com o Senhor.
O homem do século XXI tem dificuldades de estar a sós, consigo mesmo, foge do seu ‘eu’, por isso se conhece tão pouco e experimenta o Senhor de uma maneira tão superficial. É diante desta dificuldade que quero te convidar a saborear a solidão interior que nos leva para Deus. Como vimos existe uma abençoada solidão, que não é algo ruim, mas sim, o convite do próprio Deus para O encontrarmos num lugar em nosso interior no qual Ele habita, e ali viver uma solidão acompanhada pela presença da mais nobre companhia, a companhia do Amado de nossa alma.
Abraços fraternos…
Andrea Esteves
Com. Mariana Resgate
Tagged with: ,

Artigos Similares

Deixe seu comentário

O seu endereço de email não será publicado. Seu comentário será publicado após aprovação! *Campos obrigatórios. *