Na capital iraquiana Bagdá, cerca de duzentos muçulmanos, de fato, se reuniram em frente à igreja caldéia de São Jorge para expressar sua solidariedade com os cristãos, vítimas no País de violências e abusos dos jihadistas do Estado islâmico. Muitos levantavam cartazes com as palavras “kulluna masihiyyun”, somos todos cristãos, e com um “N” final que reproduz a letra escrita pelos terroristas do califado nas casas dos cristãos. Alguns usavam camisetas com a letra impressa acima.

No final da missa, uma vez que os participantes saíram da igreja, cristãos e muçulmanos juntos cantaram o próprio hino nacional. Finalmente, os cristãos rezaram o Pai Nosso e os muçulmanos a sura Fatiha (a primeira do Alcorão). Sua Beatitude Louis Mar Sako, Patriarca de Bagdá, agradeceu os autores desse gesto de solidariedade: “Este encontro traz a esperança de um novo Iraque. Penso principalmente nos jovens, que têm o dever e a obrigação de mudar a situação”.

De acordo com o religioso caldeu “é uma vergonha e um crime expulsar pessoas inocentes de suas casas e confiscar suas propriedades porque eles são “diferentes”, porque são cristãos. Todo o mundo deve se rebelar contra esses atos abomináveis​​”.

Sobre o tema da convivência inter-religiosa, o Patriarca expressou o seu desejo de que as duas comunidades fiquem juntas “para criar um novo Iraque”. Seu desejo foi acolhido por centenas de iraquianos e não, tanto que no Twitter lançaram o hashtag #I_am_Iraqi_I_am_Christian”. (Trad.T.S.)