Tá na mídia: Como eu era antes de você, o filme que defende o suicídio assistido

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O filme ‘Me Before You’ (Como eu era antes de você) em cartaz desde junho de 2016 prometia ser um êxito na bilheteria ao ser anunciado como o filme “mais romântico do ano”. Entretanto, recebeu várias críticas pela negativa mensagem que transmite: “Melhor morrer do que ficar deficiente”.

Trata-se da história de um jovem rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) que leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele [1].

Esse filme trata a respeito da eutanásia, também chamada de suicídio assistido. E o que queremos destacar aqui é: o que leva uma pessoa a escolher a morte? A entender que não vale mais a pena lutar pela vida? Will tinha tudo que um jovem do mundo gostaria de ter: dinheiro, mulheres, viagens, aventuras, até que de repente tudo mudou. Por ele ser tão feliz antes do acidente, ele não aceita sua nova condição de tetraplégico. O pensamento do personagem reflete justamente o que prega a sociedade atual: uma vida em que o prazer e o bem-estar do indivíduo estão acima de qualquer coisa. Ninguém merece viver uma vida sofrida e que para eliminar a dor qualquer solução é válida. Será???

Podemos pensar que o filme tem a intenção de mostrar a eutanásia de forma negativa, uma vez que todos discordam da opção do personagem e fazem de tudo para ele mudar de ideia, mas a diretora, Thea Sharrock, afirmou em entrevista que o tema é polêmico, mas muito corajoso. “É uma história fictícia sobre o quão importante é o direito de escolha. A mensagem do filme é viver com ousadia e superar limites.” Ou seja, a cineasta deixa claro que o objetivo não é a luta pela vida, e sim dizer ao mundo que é possível uma pessoa decidir pela morte depois que já ‘viveu o que tinha pra viver’. É como se ela dissesse que é preciso viver intensamente o hoje e se amanhã você não encontrar mais um sentido nisso, pode simplesmente recorrer ao suicídio [2].

O que Hollywood faz é disfarçar este crime contra a dignidade humana ao levar o espectador a pensar: “mas ele realmente sofria, era melhor que morresse logo mesmo” ou “quem sou eu para julgar a sua escolha diante da dor?”. Isso é muito arriscado, pois quantas pessoas em momento de crise, sem sentido de vida poderão sair de uma sessão de cinema dispostas a morrer também? E a sociedade vai achar normal, que está tudo bem desde que seja a escolha dela.

Amados irmãos e irmãs, problemas todos nós temos, muitos ou poucos, grandes ou pequenos. Todos precisamos lutar para superar as adversidades que surgem ao longo da nossa vida. Sofrer é algo natural.  Mas infelizmente os meios de comunicação, as redes sociais difundem que devemos ser felizes o tempo todo, que devemos buscar o prazer a qualquer custo. Querem nos fazer acreditar que nós não podemos sofrer. Como se sofrer fosse uma aberração dos tempos atuais. Que absurdo!

O verdadeiro cristão aceita e vive os sofrimentos diários, assim como Jesus viveu. Devemos ter sempre consciência que não existe ressureição sem antes passar pela cruz. Assim como está escrito na Palavra : “No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo”(João 16,33).

Sejamos corajosos e valentes em favor da vida!

Abraços fraternos

 .Vitor Queiroz

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Vitor Queiroz

Comunidade Mariana Resgate

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Referências

1 http://www.omensageiro.org.br/como-eu-era-antes-de-voce-o-filme-mais-romantico-do-ano-que-defende-o-suicidio-assistido/

2 http://blog.comshalom.org/projecoesdefe/como-eu-era-antes-de-voce/

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