Pentecostes

Tempo de Festa na Igreja, Espera de Pentecostes!

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“O Espírito Santo é o único que pode ajudar as pessoas e as comunidades a libertarem-se dos velhos e dos novos determinismos, guiando-os com a Lei do Espírito que dá a vida em Cristo Jesus.”
(João Paulo II)

Estamos em um tempo de celebração da vitória de Jesus sobre a morte. A Igreja está em festa e se alegra pelo cumprimento da promessa da ressurreição do Senhor! Mas há algo mais a nos alegrar neste tempo.
 
Ao término do período de cinquenta dias após a Páscoa, a festa de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos, marca o cumprimento de outra promessa de Jesus Cristo: “Quando vier o Paráclito que vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da Verdade que vem do Pai, ele dará testemunho de mim. E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio” (Jo 15, 26-27). E João acrescenta ainda: “Quando vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à verdade plena, pois não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas futuras! (Jo 16,13)
 
Estas duas festas, Páscoa e Pentecostes, marcam as datam maiores da vida da Igreja, no seu nascimento e no seu desenvolvimento sob o impulso do Espírito Santo.
 
“O tempo da Igreja teve início no momento em que as promessas e os anúncios, que tão explicitamente se referiam ao Consolador, ao Espírito da Verdade, começaram a verificar-se sobre os apóstolos, com poder e com toda a evidência, determinando assim o nascimento da Igreja” (João Paulo II, em Dominum et Vivificantem, 25).
 
Muito mais que o cumprimento de uma promessa, é a partir de Pentecostes que o ser humano toma consciência do seu poder de amar, reconhecendo no outro a sua própria humanidade, sem distinção de raça, tribo, sangue ou cor.
 
O período sagrado dos cinquenta dias recorda o tempo de espera e a efusão do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos com Maria, Mãe de Jesus, ocorrido no quinquagésimo dia após a Páscoa da Ressurreição, marcando o início da ação evangelizadora da Igreja.
 
O Pentecostes, dia do nascimento da Igreja, é o momento em que o verdadeiro significado da Cruz e da Ressurreição de Cristo se manifesta e retorna à comunhão com Deus. Em Pentecostes a Igreja toma consciência da sua missão missionária e revela seu dinamismo evangelizador formando comunidades cristãs autênticas, seguidoras de Jesus Cristo, pois o Espírito Santo é a força que santifica, Ele que é o Espírito de santidade.
 
Na Sagrada Escritura, se descreve o Espírito Santo, como sopro, pois ajuda o encontro entre a figura de Jesus e o coração humano, encarnando-a em cada pessoa. Foi o que Jesus fez ao aparecer aos apóstolos após sua Ressurreição: “Soprou sobre eles e disse: recebei o Espírito Santo…”
 
No Pentecostes, o Espírito Santo revela toda a força. De tímidos e medrosos, transforma os apóstolos em missionários ardorosos, anunciando sem temor que Jesus, “que vocês mataram” (dirigindo-se aos (dirigindo-se aos judeus), ressuscitou dos mortos e isso nós e o Espírito Santo o atestamos publicamente.
 
É este o mistério do Pentecostes: o Espírito Santo ilumina o espírito humano e, revelando Cristo crucificado e ressuscitado, indica o caminho para se tornar mais semelhantes a Ele, isto é, ser “expressão e instrumento do amor que d’Ele promana” (Deus caritas est 33).
 
Reunidos com Maria, como na sua origem, juntamente com Igreja rezemos: “Veni Sancte Spiritus! Vem, Espírito Santo, enche os corações dos teus fiéis e acende neles o fogo do teu amor!”. Só assim seremos os apóstolos e discípulos que Jesus espera de nós!
 
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém.” (Papa Paulo VI)
Abraços fraternos em Cristo!
Silvia Enes
Com. Mariana Resgate

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